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M-Real quer manter actual gestão da Portucel e aumentar EPS em 50%

A M-Real anunciou que, caso vença a privatização da Portucel, pretende manter a actual gestão da empresa, disse o presidente Jouko Jaakkola, acrescentando que prevê um aumento de 50% no EPS com a entrada da empresa finlandesa na papeleira nacional.

Bárbara Leite 21 de Julho de 2003 às 12:51
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A M-Real anunciou hoje que, caso vença a privatização da Portucel, pretende manter a actual gestão - pretendendo apenas um lugar não executivo no conselho de administração - disse o presidente Jouko Jaakkola, acrescentando que prevê um aumento de 50% no lucro por acção com a entrada da empresa finlandesa na estrutura accionista da papeleira nacional.

A Portucel vai continuar com sede em Portugal e cotada em Bolsa e «a nossa intenção é a de continuar com o actual "management"», destacou aquele responsável numa conferência de imprensa realizada em Lisboa.

Com a entrada da M-Real no capital na Portucel, a nova empresa será o líder no papel de escritório com 25% de quota do mercado europeu.

«Combinando a Portucel com M-Real, o "earnings per share" (EPS) teria aumentado em 50% para os 0,171 euros este ano», disse Jouko Jaakkola.

«Isto (o aumento do EPS) é uma oportunidade para os accionistas da Portucel incluírem a M-Real como um dos seus accionistas», referiu.

A área de papel fino não revestido será integrado no grupo Portucel [PTCL], caso a empresa ganhe. A M-Real vai direccionar duas das suas máquinas para o fabrico de papel não produzido pela Portucel, por forma a não colidir com o aumento esperado pela nova máquina da Portucel, em Setúbal.

Na proposta de candidatura à privatização da Portucel, a M-Real quer transferir a actividade de Home & Office (lar e escritórios) para a Portucel, incluindo quarto fábricas de papel e uma de pasta (Wifsta na Suécia, Alizay and Pont Sainte Maxence em França e New Thames no Reino Unido).

Se o calendário previsto no caderno de encargos, a assembleia geral para aprovação da entrada do novo accionista deverá ocorrer em Setembro.<(p>

Para além da M-Real, o consórcio Cofina/Lecta também apresentou uma proposta, tendo ambas as empresas passado à terceira fase do concurso.

As acções da Portucel seguiam nos 1,31 euros, a cair 0,76%.

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