Aviação Maioria dos pilotos da Ryanair em Portugal já aceitou subida de salários

Maioria dos pilotos da Ryanair em Portugal já aceitou subida de salários

No dia em que anunciou 14 novas rotas em Portugal, a companhia "low cost" diz que as negociações com o sindicato dos pilotos seguem a bom ritmo. O mesmo não se dá com o sindicato dos tripulantes de cabine, que já marcaram greve para a Páscoa.
Maioria dos pilotos da Ryanair em Portugal já aceitou subida de salários
Wilson Ledo 21 de fevereiro de 2018 às 11:53

A maioria dos pilotos ao serviço da Ryanair em Portugal já aceitou uma subida no ordenado, depois da contestação no final de 2017. O cenário foi traçado esta quarta-feira, 21 de Fevereiro, pelo presidente da empresa, Michael O’Leary.

 

"Mais de 75% dos pilotos em Portugal aceitaram um amento nos salários", confirmou numa conferência de imprensa em Lisboa. O’Leary assegura, contudo, que as negociações com o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) são para continuar.

 

Em Outubro passado, a companhia anunciou que ia gastar mais 100 milhões de euros por ano para pagamentos a pilotos. "Fomos durante 30 anos uma empresa sem sindicatos. Ficou claro que os nossos pilotos queriam que lidássemos com sindicatos", explicou.

 

Quanto à greve de seis dias que os tripulantes de cabine marcaram para o período da Páscoa, o presidente da Ryanair mostra-se confiante de que a mesma não seguirá em frente. O’Leary diz que a empresa tentou reunir-se com o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), sem sucesso.

 

Reforço de rotas e problemas em Lisboa

 

A Ryanair anunciou o lançamento de 14 novas rotas em Portugal a partir de Novembro: uma em Lisboa, oito no Porto e cinco em Faro. O objectivo é superar a fasquia dos 11 milhões de passageiros, o que significa um crescimento de 6%.

 

O reforço em Lisboa só não é maior pela falta de espaço na Portela. Michael O’Leary acusa a gestora aeroportuária ANA de querer "atrasar" o início da pista complementar no Montijo. "A ANA não quer voos no Montijo. Quer mantê-los na Portela com taxas mais altas", diz. Para o empresário, foi um "erro" o Governo ter vendido a ANA aos franceses da Vinci.

 

O presidente da Ryanair vai mais longe e considera que "há uma conspiração entre a ANA e a TAP" para que o projecto no Montijo não avance antes de 2020. Por isso mesmo, a vontade da própria Ryanair em ter, tanto na Portela como no Montijo, 80 destinos a partir de Lisboa – actualmente são 27 – fica comprometida.

 

A Ryanair está ainda negociar uma terceira localização nos Açores, depois de Ponta Delgada e Terceira. Michael O’Leary diz estar a conversar com o Governo Regional e com a ANA, sendo os "custos" a maior dificuldade.

 

Michael O’Leary mostrou-se ainda preocupado com o impacto negativo do Brexit no turismo português, com as indefinições sobre se continuará a haver um espaço aéreo único como até agora. "O Brexit é uma ameaça real para o turismo português em 2019 ou 2020", resumiu.

A segunda maior companhia aérea em Portugal voa para cinco aeroportos e terá, com o reforço do próximo inverno, mais de uma centena de rotas.

 




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comentários mais recentes
General Ciresp 21.02.2018

Oh Michael O Leary,descansa ai pa,vao comecar aparecer os primeiros avioes a terem uma paragem como os helis,a partir dai ja nao vai ser preciso pista alguma.Vai-te dar ao luxo de ir buscar e levar os clientes a casa.Depois so precisas do aeroporto para meteres o respectivo petroleo e lavar o aviao.

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