Transportes Maioria dos postos de combustíveis das grandes superfícies estão encerrados

Maioria dos postos de combustíveis das grandes superfícies estão encerrados

A maioria dos postos de combustíveis das grandes superfícies estão encerrados devido à greve dos motoristas de matérias perigosas, indicou o diretor-geral da APED. A logística para o retalho ainda não se ressentiu.
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Pedro Curvelo 17 de abril de 2019 às 12:51
A greve dos motoristas de matérias perigosas, iniciada na segunda-feira, está a causar "perturbações na distribuição de combustíveis" junto das empresas de retalho, referiu esta quarta-feira, 17 de abril, o diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), Gonçalo Lobo Xavier.

Num encontro com jornalistas, o responsável indicou que "a maioria dos postos das grandes superfícies estão praticamente fechados".

Quanto às operações normais das empresas de distribuição, Gonçalo Lobo Xavier disse que, "segundo as indicações que temos até ao momento", as operações estão a decorrer "com normalidade".

A APED tem contactado o Governo, sensibilizando-o para a necessidade de resolver rapidamente a situação, que poderá causar perturbações no fornecimento dos estabelecimentos retalhistas caso se prolongue. Na região Norte, acrescentou, existem relatos de alguns incidentes com piquetes que tentam impedir que os camiões com combustíveis abasteçam os postos das grandes superfícies.

A greve nacional dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 0:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

Perante o incumprimento no primeiro dia de paralisação dos serviços mínimos fixados pelo Governo, o Executivo decretou na terça-feira a requisição civil. Entretanto, a greve levou a um forte afluxo de condutores aos postos de abastecimento, tendo vários esgotado os combustíveis.

Na terça-feira, os ministros da Administração Interna e do Ambiente e da Transição Energética declararam a "situação de alerta", implementando medidas excecionais para garantir os abastecimentos. O período de emergência vai manter-se em vigor até às 23:59 de domingo, 21 de abril.

Na noite de terça-feira, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) reuniram e alcançaram um acordo para que esses serviços mínimos sejam assegurados já a partir do início da manhã desta quarta-feira.



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