Transportes Mais de 100 comboios suprimidos entre as 00:00 e as 08:00 devido à greve

Mais de 100 comboios suprimidos entre as 00:00 e as 08:00 devido à greve

Mais de 100 comboios foram suprimidos entre as 00:00 e as 08:00 desta segunda-feira devido à greve dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) por aumentos salariais, disse à Lusa uma fonte da CP - Comboios de Portugal.
Mais de 100 comboios suprimidos entre as 00:00 e as 08:00 devido à greve
Miguel Baltazar
Lusa 12 de março de 2018 às 08:59

"Num dia normal teriam circulado, até às 08:00, 266 comboios, mas devido à greve da IP realizaram-se 110 em todo o país", segundo a mesma fonte.

 

No que diz respeito aos serviços mínimos, a fonte da CP adiantou que se realizaram quase todos, com excepção de quatro.

 

Quanto à Fertagus (comboio da Ponte 25 de Abril), uma fonte contactada pela Lusa disse que estão a ser realizadas 25% das ligações, mas a circulação estava muito afectada cerca das 08:00.

 

A mesma fonte remeteu mais informação para o final da manhã.

 

Os trabalhadores da Infraestruturas de Portugal fazem hoje uma greve para reclamar aumentos salariais de cerca de 4%, o que deverá causar "fortes perturbações e supressões" na circulação de comboios, estando salvaguardadas 25% das ligações em Lisboa e no Porto.

 

Os serviços mínimos definidos prevêem 25% da circulação em Lisboa e no Porto, em horário normal e nos serviços Alfa, Intercidades e Internacionais, bem como no comboio da Ponte 25 de Abril (Fertagus).

 

José Manuel Oliveira, coordenador da Fectrans - Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, explicou anteriormente à agência Lusa que a paralisação foi convocada porque os trabalhadores das empresas do grupo IP não têm qualquer aumento desde 2009 e consideram que não podem esperar pelo final da negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

 

Os sindicatos reivindicam um aumento imediato na ordem dos 4%, que garanta um mínimo de 40 euros a cada trabalhador.

 

Segundo a decisão do Tribunal Arbitral, nomeado pelo Conselho Económico e Social, disponível na página desta entidade, a definição de serviços mínimos para a IP, decidida por unanimidade, contempla disponibilização de canal para a realização de circulações, como os comboios urbanos de Lisboa e Porto, correspondente a cerca de 25% da realização em horário normal.

 

Fica também decidida a criação de condições para a realização de 25% das ligações regionais e dos comboios Alfas, Intercidades e Internacionais.

 

Para os clientes que tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades e Regional que não se realizem devido à greve, a CP informou que vai permitir o reembolso do valor total ou a revalidação para outro dia ou comboio.

 

Também a Fertagus anunciou que vai garantir a oferta de 25% dos habituais comboios da ligação ferroviária na ponte, percentagem definida para serviços mínimos em dia de greve.




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mais votado Anónimo 12.03.2018

Há uma modesta redução no número de excedentários do sector bancário português, o que é tendencialmente positivo mas não deixa de ser limitado e pouco ambicioso nos tempos que correm em todo o mundo, e por outro lado verifica-se um aumento no número de excedentários do sector público português onde não se pode despedir e a gestão de recursos humanos é algo eternamente indecifrável, em total contra-ciclo com o que ocorre nas economias e sociedades mais avançadas nossas credoras, investidoras directas, grandes consumidoras de turismo e em muitos casos subsidiadoras. Em Portugal, as pessoas da esquerda no geral e os partidos de esquerda em particular perderam não só a vergonha como o bom senso.

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Alentejano 13.03.2018

Mais alguns que passarem 2 anos no privado e a terem de procurar trabalho não lhes faria mal nenhum! talvez ao fim de 3 ou 4 entrevistas a rirem-se na cara deles aprendessem o que custa verdadeiramente a vida. São os ricos e mal agradecidos o famoso clube dos direitos adquiridos!

Anónimo 12.03.2018

Sindicalistas e sindicalizados defensores do excedentarismo e do sobrepagamento bem acima do preço de mercado, ganhem juízo. A troika andou por cá a pagar-vos os salários e pensões e a tentar chamar-vos à razão. Vocês são muitos e têm cabeça dura, mas sempre pode ocorrer uma próxima vez. O próximo resgate será muito menos brando.

Anónimo 12.03.2018

Portugal é um país tão pobre que diversos tratamentos hospitalares têm de ser feitos no estrangeiro. Tão pobre que na época de incêndios florestais os aviões de combate aos fogos têm de ser emprestados por países amigos, quando estes têm disponibilidade para tal. Tão pobre que se guardam as armas das Forças Armadas ou das polícias como se guardavam armas no século XII. Tão pobre que o ensino não oferece conteúdos digitais, entre muitos outros recursos didácticos, que são oferecidos há gerações aos alunos de todas as idades em economias avançadas. Tão pobre que insistem em votar em comunistas alucinados e socialistas retrógrados, como se vivessem numa Venezuela ou numa Coreia do Norte, tudo para defender o supremo direito ao trabalho (salário vitalício) esquecendo que sem capital uma economia volta rapidamente para o paleolítico. Portugal é pobre porque é pilhado por dentro. Uma economia que se contenta a criar alguns ricos avulsos que não criam qualquer valor, em vez de criar riqueza.

Anónimo 12.03.2018

Um total de até 1400 despedimentos estão planeados na empresa municipal de transportes de Londres por causa de uma ajuizada reestruturação que se impõe aos olhos de todos e o muito responsável e equilibrado presidente eleito da cidade prontamente aprova. Os despedimentos afectarão o sobredimensionado e obsoleto departamento de engenharia, extremamente caro e ineficiente tal como está montado e estruturado, assim bem como determinados departamentos do próprio metropolitano de Londres - London Underground. Ao que se sabe, a Inglaterra progride e avança, dona do seu próprio destino, e ainda dá cartas no mundo. Já outros... "Up to 1,400 job losses are planned at Transport for London because of spending cuts, according to unions. The cuts will affect engineering and parts of London Underground, said the Rail, Maritime and Transport union." (7 de Novembro de 2017) www.mirror.co.uk/news/politics/1400-job-losses-transport-london-11481728

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