Transportes Mais de 150 comboios suprimidos entre até às 12:00 devido à greve

Mais de 150 comboios suprimidos entre até às 12:00 devido à greve

Mais de 150 comboios foram suprimidos entre as 00:00 e as 12:00 desta segunda-feira devido à greve dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) por aumentos salariais, disse à Lusa uma fonte da CP - Comboios de Portugal.
Mais de 150 comboios suprimidos entre até às 12:00 devido à greve
Lusa 12 de março de 2018 às 13:06
"Num dia normal teriam circulado, até entre as 00:00 e as 12:00, 584 comboios, mas devido à greve da IP realizaram-se 154", segundo a mesma fonte.

No que diz respeito aos serviços mínimos (25%), a fonte da CP adiantou que deveriam ter circulado 159, mas só se realizaram cinco.

Na Fertagus, que faz a ligação ferroviária na Ponte 25 de Abril, entre Lisboa e Almada, entre as 00:00 e as 09:39 circularam 16 dos 21 comboios habituais.

O próximo comboio na ponte só vai circular às 14:58.

Contactada pela agência Lusa, uma fonte da IP remeteu para mais tarde dados sobre a adesão à greve.

Por sua vez, o coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), José Manuel Oliveira, estimou, cerca das 11:00, uma adesão à greve no sector ferroviário superior a 90%, referindo que no sector rodoviário deve estar próximo desse valor.

Os trabalhadores da IP estão hoje em greve para reclamar aumentos salariais de cerca de 4%, encontrando-se a circulação de comboios com "fortes perturbações e supressões", estando salvaguardadas 25% das ligações em Lisboa e no Porto.

Os serviços mínimos definidos prevêem 25% da circulação em Lisboa e no Porto, em horário normal e nos serviços Alfa, Intercidades e Internacionais, bem como no comboio da Ponte 25 de Abril (Fertagus).

José Manuel Oliveira explicou anteriormente à agência Lusa que a paralisação foi convocada porque os trabalhadores das empresas do grupo IP não têm qualquer aumento desde 2009 e consideram que não podem esperar pelo final da negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Os sindicatos reivindicam um aumento imediato na ordem dos 4%, que garanta um mínimo de 40 euros a cada trabalhador.



pub