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Mais de 400 fundos estão a lucrar com a PT

A valorização de quase 14% que as acções da Portugal Telecom já levam desde o início do ano tem agradado a analistas e investidores e tem distribuído ganhos por vários sectores. No que toca aos fundos de investimento, há mais de 400 produtos que estão a b

Ruben Bicho rbicho@mediafin.pt 01 de Março de 2006 às 11:30
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A valorização de quase 14% que as acções da Portugal Telecom já levam desde o início do ano tem agradado a analistas e investidores e tem distribuído ganhos por vários sectores. No que toca aos fundos de investimento, há mais de 400 produtos que estão a beneficiar da agitação que a OPA lançada pela Sonae causou nos títulos da operadora de telecomunicações.

A dimensão da Portugal Telecom no mercado nacional faz com que a operadora de telecomunicações esteja habitualmente no radar dos gestores de fundos internacionais, o que explica que haja 436 fundos de investimento actualmente expostos à empresa, de acordo com dados da Reuters.

Para estes fundos, a OPA lançada pela Sonae e a consequente valorização das acções da PT tem funcionado como um bom contributo para os retornos, sobretudo para os produtos que mais investiram na operadora.

Um exemplo disto é visível nos fundos de acções nacionais, que viram as rendibilidades a 12 meses disparar nas últimas semanas, de um valor médio de 14,8% no final de Janeiro para os 20,08% a 17 de Fevereiro. Quem ganhou mais neste segmento foram os fundos do Millennium e da Caixa Geral de Depósitos, precisamente os produtos nacionais com mais peso na Portugal Telecom.

Fidelity, Brandes e Capital Group entre os maiores. As gestoras de fundos com maior participação na Portugal Telecom são a Fidelity, a Brandes Investment e a Capital Partners, que entram no "top 10" das maiores posições accionistas da operadora.

Já a nível individual, o fundo que detém mais acções da PT é o American Europacific Growth Fund, da Capital Research and Management, que controla 15,8 milhões de acções da empresa, de acordo com a Bloomberg. Este fundo, criado em 1984, investe na Europa e na região do Pacífico e apresenta um ganho de 5,77% desde o início do ano.

A maior aposta do produto vai para o sector da banca, que representa 13,9% do portfolio, ao passo que as telecomunicações representam 10,28% do total da carteira. Neste sector, o grosso do investimento está concentrado em acções da Vodafone, ao passo que o investimento na PT representa 0,23% do montante sob gestão no fundo. Segue-se o fundo New Perspective Fund, que controla 12,9 milhões de títulos da Portugal Telecom, o que representa 0,29% do valor sob gestão.

De acordo com os dados veiculados pela Reuters, os fundos com maior posição na PT têm vindo a reforçar a sua participação na operadora de telecomunicações, excepção feita ao Capital World Growth & Income Fund, que na sua última movimentação conhecida reduziu a posição em quase três milhões de acções da PT.

Em Portugal, ao longo de Janeiro, o investimento dos fundos na Portugal Telecom baixou 13%.

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