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Mais de 60% do capital da PT vai estar presente na AG

Mais de 60% do capital da Portugal Telecom (PT) pediu para bloquear as suas acções de forma a participar na próxima assembleia geral de 2 de Março. Com esta fasquia, bastará os votos do Brandes para a administração liderada por Henrique Granadeiro bloquea

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Mais de 60% do capital da Portugal Telecom (PT) pediu para bloquear as suas acções de forma a participar na próxima assembleia geral de 2 de Março. Com esta fasquia, bastará os votos do Brandes para a administração liderada por Henrique Granadeiro bloquear a OPA da Sonaecom.

Uma fonte próxima da assembleia geral de accionistas da Portugal Telecom (PT) [PTC] disse ao Jornal de Negócios que mais de 60% do capital da operadora está bloqueado para participar na reunião de accionistas do próximo dia 2 de Março.

Na AG, os accionistas vão deliberar sobre a desblindagem dos estatutos da PT, ou seja, se a Sonaecom, em caso de sucesso da OPA, poderá votar com mais de 10%.

Se os estatutos não forem desblindados, a oferta da Sonaecom cai imediatamente por terra.

Com a fasquia da AG nos 60%, bastará à administração da PT reunir o apoio de 20% dos accionistas presentes para poder bloquear a desblindagem.

O BES com 8,08%, a Ongoing com 3,01%, a Fundação José Berardo com 2,07% e a associação dos accionistas minoritários da PT com 1% já se mostraram alinhados com a administração de Henrique Granadeiro.

Caso se confirme uma presença em redor dos 60% na AG, bastará o apoio de mais um accionista com cerca de 6% do capital para travar a desblindagem.

Nesta "contagem de espingardas", o Brandes com 7,37% poderá ser decisivo para o insucesso da OPA. O fundo norte-americano já disse em comunicado que não vende na OPA a 10,50 euros, mas não especificou o sentido de voto na próxima AG.

"Não podemos dar mais informação do que a que está no comunicado", disse uma fonte do Brandes ao Jornal de Negócios.

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