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Maria Luís Albuquerque defende que não contraiu instrumentos especulativos na Refer

Secretária de Estado do Tesouro mostra-se disponível para prestar esclarecimentos sobre a sua estadia na direcção de Gestão Financeira da Refer. Maria Luís Albuquerque salienta que uma coisa é cobertura de risco, outra são instrumentos com “estruturas altamente especulativas”.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 22 de Abril de 2013 às 20:15
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Maria Luís Albuquerque defendeu hoje, em comunicado, que não praticou quaisquer operações financeiras especulativas enquanto esteve na direcção da Refer. Foram operações desse âmbito que obrigaram o Governo a fazer mais uma remodelação nas suas secretarias de Estado.

 

“O que tem sido posto em causa e tem vindo a ser analisado não é a legítima cobertura de risco financeiro – boa prática, e corrente, tanto no sector privado como no sector público – mas operações financeiras de natureza especulativa”, considera a secretária de Estado do Tesouro num comunicado distribuído pelas declarações.

 

Directora de Gestão Financeira na empresa entre 2001 e 2007, Maria Luís Albuquerque afirma que a gestora portuguesa da rede de infra-estruturas ferroviárias “não tem operações financeiras especulativas”.

 

O esclarecimento da secretária de Estado do ministério de Vítor Gaspar é dada depois da saída de dois secretários de Estado envolvidos na decisão de contratar derivados financeiros no Metro do Porto. O até aqui secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Paulo Braga Lino, e ex-secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna, Juvenal Silva Peneda, foram hoje exonerados pelo Presidente da República (juntamente com Luís Brites Pereira da secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação) devido a este caso que pode causar perdas potenciais para o Estado de 3 mil milhões de euros.

 

O jornal “Público” escreve que a saída de Maria Luís Albuquerque do Governo chegou, também, a ser analisada já que a Refer contratou estes “swaps”, contratos que protegem os financiamentos da variação de taxas de juro. A mesma publicação indica que a sua saída acabou por não se concretizar já que a secretária de Estado tem desempenhado um papel importante no Executivo, nomeadamente no que diz respeito aos processos de privatização.  

 

“A secretária de Estado do Tesouro está totalmente disponível para prestar esclarecimentos na sede adequada sobre as operações de sua responsabilidade enquanto directora de Gestão Financeira da Refer”, admite ainda Maria Luís Albuquerque no documento. A empresa tem perdas potenciais de 40 milhões de euros com estes contratos, representando uma pequena parte dos 3 mil milhões avançados pelo Executivo.

 

Num outro comunicado, assinado pela assessoria de imprensa do Ministério das Finanças, o Governo admite que “as responsabilidades potenciais por utilização de instrumentos derivados” podem ascender a cerca de 3 mil milhões de euros.

 

Mais uma vez, o gabinete de Vítor Gaspar sublinha que tais instrumentos “têm características problemáticas por não se tratarem de meros instrumentos de cobertura de risco” e por “incorporarem estruturas altamente especulativas”. 

 

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