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Maria Luís Albuquerque: "Importante é que venda do Novo Banco seja feita em boas condições"

"É o que todos os portugueses querem", acrescenta a ministra das Finanças, a propósito da não venda do Novo Banco por parte do Banco de Portugal. Maria Luís Albuquerque diz, aliás, acreditar que esta entidade tomará as decisões "adequadas" para a estabilidade sistema financeiro.

Maria Luís Albuquerque é a 6.ª Mais Poderosa 2015
Faz com o primeiro-ministro uma dupla unida pela forma de pensar e de actuar. Teve um papel determinante em todo o processo de resolução do BES e conseguiu evitar o protagonismo que seria politicamente negativo para o Governo. Conseguiu gerir o colapso de um
banco sem ser beliscada. Geriu o caso da lista VIP pela ausência. Maria Luís Albuquerque tem conseguido levar ao máximo o poder formal
de um ministro das Finanças. No PSD há quem veja nela qualidades para voos mais altos na política.
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 15 de Setembro de 2015 às 19:35
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A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, atira para o Banco de Portugal toda a responsabilidade de venda do Novo Banco. Em declarações a alguns órgãos de comunicação social, e transmitidas pela SIC Notícias, a ministra das Finanças reafirmou que o Novo Banco não terá custos para os contribuintes, ainda que haja um efeito no défice de 2014, impacto que a ministra diz ser contabilístico. Afirmou, ainda, não haver impacto na dívida.

"Temos dito reiteradamente que a competência de venda do Novo Banco cabe ao Banco de Portugal (BdP)", dizendo acreditar que esta entidade, liderada por Carlos Costa, "tomará as decisões adequadas para salvaguardar o interesse quer do Novo Banco quer de estabilidade do sistema financeiro".

E a suspensão do processo de venda, comunicado esta terça-feira, 15 de Setembro, pelo Banco de Portugal, revelam, nas palavras de Maria Luís Albuquerque, que "o Banco de Portugal entendeu não estar reunidas as condições de valor e restantes condições para ser bem vendido", tendo de ter em conta "a salvaguarda da estabilidade do sistema financeiro. Os custos são suportados pelo sistema financeiro, por isso, é importante que não sejam excessivos para o sistema", acrescentou Maria Luís Albuquerque.

O impacto para o Estado, acrescentou, é de não receber os 3,9 mil milhões de euros de imediato. Na dívida não terá impacto. No défice, a última palavra cabe ao INE, mas é entendimento do Governo que por não ter sido vendido no prazo de um ano terá de ser reflectido no défice de 2014 a verba de 4,9 mil milhões de euros, a totalidade do capital injectado pelo Fundo de Resolução no Novo Banco. "Mas isso é um efeito meramente estatístico. Não implica incumprimento da meta de 2014, não implica medidas de despesa nem de receitas, não tem de ser compensado". Nem implica impactos nos anos seguintes.

Maria Luís Albuquerque volta a reafirmar que não haverá qualquer responsabilidade directa para os contribuintes, ainda que a Caixa Geral de Depósitos, banco público, esteja também no Fundo de Resolução. "Não há qualquer impacto directo para os contribuintes".

O Governo considera esta não venda uma derrota política em final de mandato, questionaram Maria Luís Albuquerque. 

"Estarmos em fim de mandato não tem qualquer relevância para matéria", já que é um processo que "não está a ser conduzido pelo governo". E reafirma: a responsabilidade cabe ao Banco de Portugal. "A competência é do BdP" que definiu a intenção de vender o Novo Banco rapidamente, mas se está a interrompê-lo. Maria Luís Albuquerque não assume derrotas nem vitórias, ainda que acabe por dizer que se vendesse agora em boas condições era melhor. Mas que o importante, acrescentou, é que faça uma venda "em boas condições, todos os portugueses querem. Não é um desejo específico do governo".





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