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Mariana Mortágua: "Palavras de Passos sobre Dias Loureiro provam que o tempo tudo apaga"

A deputada bloquista considera que é preciso avançar com iniciativas legislativas para que não se voltem a repetir casos como o do BPN.

Bruno Simão
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"As palavras de Passos Coelho são a prova provada de que o tempo tudo apaga se não forem tomadas medidas." Mariana Mortágua aproveitou o debate no Plenário do relatório final da comissão de inquérito ao BES para lembrar as palavras de elogio do primeiro-ministro a Dias Loureiro, empresário envolvido na queda do BPN, banco que acabou por ser nacionalizado.

 

Daí que Mortágua tenha afirmado que "o pior que poderia acontecer, depois desta comissão, seria ficar tudo na mesma". Isto porque, após a primeira comissão de inquérito ao BPN, detectou-se responsabilidades de Dias Loureiro, que Passos Coelho afirmou agora ser "um empresário bem-sucedido", que conhece muito do mundo.

 

"Imaginem que hoje não é 8 de Maio de 2015, mas 8 de Maio de 2022. Aqui estaríamos a discutir o relatório do colapso de um

O pior que poderia acontecer, depois desta comissão, seria ficar tudo na mesma.
 
Mariana Mortágua
Deputada do Bloco de Esquerda

qualquer grande banco nacional, na mesma semana em que o primeiro-ministro tinha acabado de apresentar Ricardo Salgado ou Zeinal Bava como um exemplo a seguir pela sua exigência, método e mundividência", avançou Mariana Mortágua.

 

É por este sentido que a deputada do BE, que se absteve em sede de comissão em relação ao relatório final, pede mais. O Bloco apresentou iniciativas legislativas ainda decorria o inquérito parlamentar: "Não basta apelar à ética ou dar mais poderes ao supervisor. É necessário limitar a acção da banca, apertar a malha da regulação", disse. Além disso, é necessário "garantir o seu efectivo controlo público".

 

Em termos de conclusão, a deputada bloquista quis frisar que os contribuintes vão acabar por pagar a resolução aplicada ao BES: "Seja pela quota da CGD no fundo de resolução, pelos complexos activos por impostos diferidos, risco de litigância ou pela hipótese da banca privada não assumir o potencial prejuízo com a venda do Novo Banco. Pagaremos, como pagámos sempre".

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