Tecnologias Marissa Mayer: “Estou muito confiante” na reestruturação da Yahoo

Marissa Mayer: “Estou muito confiante” na reestruturação da Yahoo

Apesar dos maus resultados anunciados esta terça-feira, a CEO da Yahoo acredita na capacidade de a empresa inverter a tendência. Reconhece que o caminho está pejado de difíceis soluções, mas mostra-se confiante no plano de reestruturação da gigante tecnológica.
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Inês F. Alves 03 de fevereiro de 2016 às 18:20

A CEO da Yahoo recusa-se a atirar a toalha ao chão, mesmo depois de anunciar esta terça-feira prejuízos de 4.435 milhões de dólares (4.063 milhões de euros) em 2015 e o corte de 15% da força de trabalho. Em entrevista à Bloomberg, Marissa Mayer disse que "está muito confiante" na estratégia desenhada para reestruturar e revitalizar a empresa.

Questionada por Emily Chang, jornalista da Bloomberg, sobre a sua capacidade de recuperar a Yahoo, Marissa Mayer disse estar "muito confiante no plano estratégico [delineado]". "Estou aqui há três anos, conquistámos coisas das quais estou muito orgulhosa", disse, fazendo referência aos mil milhões de utilizadores mensais da Yahoo, aos 600 milhões de utilizadores activos da versão ‘mobile’ do site e à aposta em novas fontes de receita.


No que concerne o negócio "core" da Yahoo, o objectivo agora é "concentrar esforços em alguns produtos fundamentais. Em termos de plataformas globais, o email, a pesquisa e o Tumblr. Em termos de produtos verticais específicos, vamos focar-nos em notícias – desporto, economia e lifestyle, um portefólio mais focado do que no passado – e do lado da publicidade temos duas plataformas, a Yahoo Gemini e a BrightRoll".

"No negócio ‘core’ estamos focados em ser o melhor Yahoo possível, para utilizadores, anunciantes e accionistas", resumiu.


Outra das prioridades é "separar a participação na Alibaba do negócio 'core' da empresa", diz Mayer.

A CEO garantiu ainda que os membros do conselho executivo da Yahoo "estão alinhados", mas reconheceu que "a situação da empresa é complicada, e isso é óbvio para todos". O foco está sobretudo em maximizar o valor quer do negócio fundamental do Yahoo, como da sua participação na gigante de e-commerce Alibaba, assim como do Yahoo Japão, salientou.

"A nossa mensagem é de que temos um futuro forte, acreditamos que criámos boas bases, tanto ao nível das audiências como das receitas. Estamos optimistas e confiantes para os próximos anos naquilo que o negócio ‘core’ da Yahoo consegue conquistar, e acreditamos que temos bons planos para lidar com a questão da Alibaba", adiantou a responsável, quando questionado sobre o que gostaria de dizer aos investidores, numa altura em que as acções da Yahoo são penalizadas pelo anúncio de um regresso aos resultados negativos.

Relativamente à forma como os próprios funcionários estão a lidar com o mau momento da empresa e com o corte de anunciado de 15% da força de trabalho, Marissa Mayer disse confiar "resiliência das pessoas que estão na Yahoo" e na visão delineada para a empresa.

Para os analistas consultados pela Bloomberg, a grande questão que se coloca neste momento é que tipo de processo conduzirá à separação do negócio "core" dos activos asiáticos e, acrescentam, "não houve clareza" por parte de Mayer sobre os moldes do processo de reestruturação em curso.

O plano de reestruturação da Yahoo – que fechou 2015 com prejuízos de 435 milhões de dólares (4.063 milhões de euros) - passa não só por cortar 15% dos postos de trabalho, como por reduzir despesas na ordem dos 365 milhões de euros este ano e vender activos não estratégicos. A empresa não rejeita também a possibilidade de alienar activos fundamentais caso existam interessados.

As acções da Yahoo seguem a afundar 6,23% para os 27,25 dólares por acção. 

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