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Mark Zuckerberg responde a críticas de Tim Cook

O fundador do Facebook considera "extremamente simplista" e "nada alinhados com a verdade" os comentários do líder da Apple, Tim Cook, sobre a falha de dados na rede social. E sobre o facto de ser apoiada por publicidade tem como objectivo "não servir só pessoas ricas", contrapôs.


Os gigantes tecnológicos dos EUA (Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google) foram responsáveis por uma subida do Nasdaq até 29% em 2017, até ao momento, e o retorno dos FAANG cifrou-se em mais de 50%, em termos médios. Na nossa opinião, não se trata de uma mera recorrência da bolha dot-com verificada no final da década de 1990. Ao contrário dessa experiência — durante a qual os analistas imaginaram novas formas de valorizar empresas que não passavam de ideias — as empresas que lideram actualmente o sector são reais e apresentam fluxos de caixa tangíveis. Estamos em crer que a inovação tecnológica é um tema estrutural que poderá acrescentar 1% -1,5% ao crescimento potencial do PIB mundial nos próximos 10-15 anos.
Reuters
Raquel Murgeira raquelmurgeira@negocios.pt 02 de Abril de 2018 às 16:45
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Mark Zuckerberg já reagiu aos comentários de Tim Cook. O fundador do Facebook considerou "extremamente simplista" e "nada alinhados com a verdade" os comentários do líder da Apple. Isto depois de Tim Cook sugerir que a rede social não se importa com os utilizadores e lançando críticas ao modelo de negócio do Facebook baseado em anúncios, segundo o Financial Times.

O fundador do Facebook defende o modelo de negócios baseado em publicidade utilizado pela rede social e responde que "ter um modelo sustentado por publicidade é o único modelo racional que pode suportar a construção deste serviço para alcançar as pessoas" e continua, acrescentando que, "se querem construir um serviço que não serve só pessoas ricas, então é preciso ter algo que as pessoas possam pagar".

Mark Zuckerberg também salientou "a grande responsabilidade" do Facebook em "ajudar a suportar um jornalismo de qualidade" apontando ainda para a importância das subscrições como a chave para as receitas das novas organizações.

Depois da polémica da Cambridge Analytica, em que a informação pessoal de mais de 50 milhões de utilizadores do Facebook foi usada de forma indevida e sem a permissão dos mesmos, o líder da Apple criticou Mark Zuckerberg relativamente aos últimos escândalos que tem envolvido a rede social mais utilizada do mundo, defendendo inclusivamente que para este caso a auto-regulação empresarial já não é suficiente.

Questionado sobre o que faria se estivesse na posição de Zuckerberg, Tim Cook, citado no Financial Times, responde dizendo que, "eu não estaria nessa situação". O líder da fabricante do iPhone acrescentou ainda que, "nós preocupamo-nos com a experiência do utilizador e não vamos atrás da informação das suas vidas pessoais".

As polémicas a envolver o Facebook têm gerado contestação por parte dos órgãos reguladores tanto europeus como americanos, que estão já a estudar formas de impor restrições às redes sociais. Nesse sentido, Julian King, comissário europeu para a segurança, citado no Financial Times, exige a criação de um "plano de jogo claro" em relação às redes sociais principalmente em períodos eleitorais sensíveis, a começar pelas eleições europeias do Parlamento Europeu marcadas para Maio de 2019.

Numa carta de Julian King para a comissária europeia da economia digital, Mariya Gabriel, o responsável sugere "mais transparência nos algoritmos que as empresas de tecnologia usam para promover notícias, bem como limites na colheita de informações pessoais para fins políticos", citado no Financial Times.

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