Energia Mexia "moderadamente optimista" com o Brasil

Mexia "moderadamente optimista" com o Brasil

O presidente da EDP vê potencial de crescimento no mercado brasileiro e sinais positivos da economia. A EDP Brasil vai investir mais de 800 milhões de euros no país.
Mexia "moderadamente optimista" com o Brasil
Miguel Baltazar
Negócios 25 de abril de 2017 às 19:46

António Mexia elogia o mercado brasileiro de energia e vê potencial de crescimento no país. Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, diz estar "moderadamente otimista" em relação ao mercado nacional, que representa entre 15% e 20% dos resultados globais da empresa portuguesa.

 

"O Brasil constitui, depois dos Estados Unidos, nossa maior plataforma de crescimento", referiu António Mexia, numa entrevista concedida a 22 de Abril, antes da EDP Brasil ter anunciado que ganhou o leilão para quatro novas concessões de transporte de electricidade, num investimento total que ascende a 3.000 milhões de reais (887,3 milhões de euros), dos quais 95% a executar no período de 2019 a 2021.

 

"A EDP nunca esteve eufórica com o Brasil, nem quando todo mundo estava. E, depois, quando todos diziam que o Brasil era um problema sem solução, não mudamos de estratégia. Nossa posição sempre foi ponderada e de longo prazo", diz o presidente da EDP, destacando que "o sector de energia sempre foi uma aposta clara de crescimento, e com enquadramento (legal) bem desenhado".

 

Sobre o actual momento da economia brasileira, Mexia refere que "é uma época de algum saneamento sob vários aspectos da economia e me parece que o controle da inflação é absolutamente decisivo. Diria que estou moderadamente optimista. E o moderadamente é só para que não pareça estranho. Os sinais são positivos".

 

A EDP investe cerca de mil milhões de reais por ano no Brasil e pretende manter este ritmo e até aumentar, devido aos leilões para transporte de electricidade, como os que acabou de ganhar.

 

"A transmissão [de electricidade] dá oportunidades de crescimento mantendo o perfil de risco. Haverá muitos leilões. Ao contrário do que ocorria há dois anos, não há necessidade de nova geração. Obviamente vai haver algum investimento para acompanhar o crescimento da economia", disse o CEO da EDP, antevendo movimentos de fusões e aquisições no mercado de energia brasileiro este ano.




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