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Mexia diz que união entre TAP e Portugália é decidida pelas empresas

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mexia defendeu hoje «ver com bons olhos» uma aproximação entre a TAP e a Portugália, mas remeteu para as administrações das duas companhias aéreas a decisão sobre esta matérianoticiram as

Negócios negocios@negocios.pt 17 de Dezembro de 2004 às 15:34
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O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mexia defendeu hoje «ver com bons olhos» uma aproximação entre a TAP e a Portugália, mas remeteu para as administrações das duas companhias aéreas a decisão sobre esta matérianoticiram as agências Lusa e Reuters.

António Mexia falava aos jornalistas à margem da apresentação do plano de expansão do Metropolitano.

O ministro afirmou que «as companhias têm de defender a indústria nacional» e que veria «a aproximação entre as companhias com bons olhos» mas espera «pelo trabalho das empresas».

«Reagimos perante as propostas e decidimos em função dos interesses do Estado e dos portugueses», disse.

«As companhias (TAP e Portugália) têm de trabalhar se assim o entenderem, numa lógica de procurar defender uma indústria nacional. Compete-lhes a elas trabalhar (numa proposta)», disse António Mexia aos jornalistas.

«Esperamos por aquilo que é a proposta das empresas e logo veremos (se aprovamos ou não). Existem decretos-lei anteriores, um dos quais data de 1998 e veremos aquilo que é possível e o que se deve fazer à luz daquilo que forem as propostas», acrescentou.

O ministro frisou ainda que a legislação existente dá margem ao actual Governo para, apesar de estar em funções de gestão, possa vir a aprovar uma proposta de compra da Portugália pela TAP, uma possibilidade noticiada hoje pelo «Semanário Económico».

«Os decretos-lei permitem determinadas decisões e vamos ver ou não (se as propostas) se enquadram nesses decretos-lei», referiu.

O «Semanário Económico» avançou hoje com a notícia de que a TAP se prepara para comprar a Portugália, ou, em alternativa, uma fusão entre as duas transportadoras.

António Mexia explicou que «até ao final do ano, as companhias portuguesas têm de ver se é possível chegar a algum tipo de acordo, porque com a entrada da TAP na Star Alliance dá-se por concluído o acordo de ‘code-share’ [partilha de voos] com a Portugália».

«O que ficou estabelecido é que as companhias querem propor soluções. As empresas portuguesas têm de cooperar porque esta é uma indústria muito competitiva», adiantou.

A Portugália anunciou no final de Outubro que está a negociar a entrada da companhia regional na SkyTeam, aliança internacional congénere da Star Alliance, para a qual entrou recentemente a TAP.

A companhia liderada por João Ribeiro da Fonseca recusa aceitar entrar na Star Alliance porque diz que poria em risco o principal mercado internacional da Portugália, o espanhol, por causa da presença da Spannair na aliança.

A integração da Portugália nesta aliança significaria a ruptura da parceria com a TAP, que já decidiu integrar uma outra aliança, a Star Alliance, liderada pela Lufthansa.

Ribeiro da Fonseca tem afirmado que avançará com a decisão de entrar na SkyTeam até ao Natal, «a não ser que do lado da TAP haja uma mudança significativa».

Disse ainda que em relação ao TGV, o Governo pretende cumprir na íntegra os seus compromissos admitindo que também nesta matéria o actual Governo venha a tomar decisões.

«A questão relevante é que não se atrase nada daquilo que são as soluções para os problemas das pessoas (...) os estudos (para os traçados do TGV) vão ser entregues até final do ano e serão apresentados em Janeiro», afirmou, salientando que o Governo mantém um calendário de apresentações que tem de fazer a Bruxelas para que Portugal não perca apoio comunitário a este projecto.

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