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Michel Barnier: "Há bónus que são inexplicáveis e injustificáveis"

O comissário europeu para os serviços financeiros defendeu hoje que está preparado para pedir novas regras em relação aos bónus nos bancos, sendo expectável a realização de reuniões com os ministros das Finanças comunitários nos próximos meses para discutir essa possibilidade.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 05 de Abril de 2011 às 18:57
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O comissário europeu para os serviços financeiros afirmou hoje que está preparado para impor regras mais fortes nos prémios bancários, regras essas que permitirão o fim de distribuição de bónus “inexplicáveis e injustificáveis”, como defende ter acontecido na última temporada.

“Os meus apelos pela moderação não foram ouvidos” referiu Michel Barnier aos jornalistas em Estrasburgo, na França. Já no meio de Março, o comissário tinha referido que sentia que os seus pedidos não estavam a ser respeitados e, nessa altura, salientou que planeava avaliar a situação e, “caso fosse necessário, propor novos passos”.

A possibilidade de se imporem metas mais duras para as remunerações nas instituições financeiras será discutida com os ministros das Finanças europeus nos próximos meses, adianta a Bloomberg.

Numa altura em que os bancos conseguem apresentar melhores resultados quando tentam sair da crise financeira, começam já a distribuir bónus mais altos. Por exemplo, o Royal Bank of Scotland, detido maioritariamente pelo Estado britânico, distribuiu 950 milhões de bónus aos administradores embora tenha anunciado prejuízos de 1,13 mil milhões.

Mudanças na “corporate governance” das empresas em consulta pública

A nível europeu, está também em desenvolvimento um documento para promover a revisão das práticas de “corporate governance”, as normas pelas quais se regem as administrações das empresas.

Entre as medidas propostas, encontra-se o aumento do número de membros do sexo feminino nos conselhos de administração e uma maior variedade nas experiências profissionais e nas nacionalidades dos elementos.

Além disso, também o envolvimento dos accionistas poderá ser alterado, de forma a estarem mais activamente na vida das empresas, participando mais, por exemplo, nas assembleias gerais.

A Comissão Europeia lançou este tema para consulta pública, que está em vigor até 22 de Julho. Depois, o órgão irá examinar todas as respostas e, daí, serão feitas as propostas legislativas necessárias.

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