Banca & Finanças Miguel Sousa Tavares: "Não deve haver um euro dos contribuintes no BES"

Miguel Sousa Tavares: "Não deve haver um euro dos contribuintes no BES"

Miguel Sousa Tavares, que está ligado à família Espírito Santo, afirmou esta segunda-feira que "não há nenhuma razão factual para que o Estado intervenha" no BES e que a nova gestão do banco precisa de "tempo e tréguas" para recuperar.
Miguel Sousa Tavares: "Não deve haver um euro dos contribuintes no BES"
Negócios 14 de julho de 2014 às 21:17

Miguel Sousa Tavares não vê "nenhuma razão factual para que o Estado intervenha" no Banco Espírito Santo e defende que "não deve haver um euro dos contribuintes" no banco.

 

"Espero que não haja" intervenção do Estado, disse o comentador no Jornal da Noite na SIC. A filha de Miguel Sousa Tavares é casada com o filho de Ricardo Salgado, que esta segunda-feira, 14 de Julho, deixou de ser presidente executivo do BES.   

 

O comentador assinalou que o BES está a "levar por tabela" dos problemas do Grupo Espírito Santo, mas o banco "tem dinheiro para fazer face a todos os seus compromissos".

 

Sousa Tavares diz que o banco "precisa de silêncio e calma" para recuperar e que a nova gestão "vai precisar de tempo e tréguas" para recuperar o banco. "Quem pensava que bastava carregar num botão e mudar administração" do BES para o banco deixar de estar sob pressão nos mercados "enganou-se", acrescentou Sousa Tavares, que ainda assim concordou com a decisão do Banco de Portugal em acelerar a mudança dos gestores.

 

Questionado sobre se o caso do GES é semelhante ao BPN, Sousa Tavares afirmou que comparar as duas situações "não só é demagógico, como é perigoso".

 

Já falar de nacionalização, como referiu Jerónimo de Sousa do PCP, "é um disparate". "O BPN não tinha dinheiro. O BES tem", assinalou.




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