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Miguel Albuquerque: “Havia muitas pessoas que eram amadoras” no Turismo

Apesar do crescimento do Turismo metade das empresas do sector estão ‘no vermelho’. O problema? O endividamento e, segundo o presidente do Governo Regional da Madeira, “um grande número de pessoas que eram amadoras”.

Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 27 de Setembro de 2016 às 15:55
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O sector do Turismo tem estado a crescer a um ritmo acelerado. No entanto, de acordo com os dados divulgados recentemente pelo Banco de Portugal "mais de 50% das empresas do sector ainda estão no vermelho" recordou Jorge Rebelo de almeida, presidente do conselho fiscal da Confederação do Turismo Português, durante a III Cimeira do Turismo Português que está a decorrer esta terça-feira, 27 de Setembro, em Lisboa.

O motivo? "Algum descontrolo nos investimentos", respondeu. Jorge Rebelo de Sousa lembrou ainda que "hoje estamos a atravessar um período em que se está a crescer muito", e "estamos a assistir a uma série de empresas que estão a passar por algumas dificuldades porque estão a endividar-se".

Já Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira acrescentou que "havia um grande numero de pessoas que eram amadoras", daí os números do Banco de Portugal.

Durante a sua intervenção, Miguel Albuquerque destacou ainda que neste momento a Madeira "tem cerca de 35 mil casas". Um valor "residual" mas que o responsável acredita que vai aumentar no futuro.

Apesar de considerar que "o Turismo é fundamental na Madeira, estamos a apostar noutras áreas" para crescer. "Temos de diversificar a economia", apontou.

Já Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, explicou que os objectivos delineados pela entidade para o crescimento do sector têm como objectivo encontrar respostas" para o desenvolvimento do sector "com a ajuda de todos", ou seja, com vários intervenientes da actividade quer a nível nacional quer internacional.

Questionado sobre quando poderá ser possível ver os resultados deste plano, Luís Araújo adiantou apenas que "a estratégia é planificar a 10 anos". E frisou que "o facto de existir uma estratégia não significa que as coisas estejam paradas".

"Agora", continuou, "temos de fazer opções. Portugal tem um potencial extraordinário para se posicionar como um país moderno que mistura tradição com inovação. Esse é o nosso trunfo".

O tema da concentração de competências que estão espalhadas por diferentes ministérios, através da criação da espécie de um balcão único, voltou a ser mencionado durante a intervenção de Dionísio Pestana, presidente do Grupo Pestana.

Um objectivo que para o empresário não iria resolver as questões em causa, tendo em conta que "a dificuldade normalmente é nas câmaras".

O apelo para a concentração dos processos foi feito por Francisco Calheiros, presidente da CTP, ao primeiro-ministro, António Costa, na abertura da conferência.

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