Empresas Ministro da Economia: Investimento estrangeiro na indústria cresceu 70% este ano

Ministro da Economia: Investimento estrangeiro na indústria cresceu 70% este ano

Caldeira Cabral defende que o investimento estrangeiro no país está a crescer e que criou 89 mil postos de trabalho este ano. A oposição aponta que o Governo só tem uma "preocupação": atingir as metas do défice.
Ministro da Economia: Investimento estrangeiro na indústria cresceu 70% este ano
Miguel Baltazar
André Cabrita-Mendes 28 de setembro de 2016 às 16:30
O investimento directo estrangeiro na indústria cresceu 70% no primeiro semestre. O valor foi anunciado pelo Ministro da Economia, defendendo que este é um sinal que o investimento está a avançar em Portugal.

"Houve um aumento de 70% do investimento estrangeiro na indústria transformadora no primeiro semestre", disse Manuel Caldeira Cabral no Parlamento esta quarta-feira, 28 de Setembro. "Este é investimento produtivo que cria emprego".

O ministro apontou que o investimento directo estrangeiro também cresceu a dois dígitos, com um aumento de 60% no imobiliário. E deu vários exemplos de investimentos anunciados este ano, como o da Continental, Bosch ou da Renault.

Ressalvou, no entanto, que o investimento no primeiro semestre face a período homólogo caiu num sector: o das informações e comunicações, pois no primeiro semestre de 2015 ficou fechada a compra da PT pela Altice, por mais de seis mil milhões de euros. Sobre este negócio, o ministro destacou que foi somente uma aquisição, não tendo criado "empregos no imediato".

O debate sobre "captação de investimento e crescimento económico" foi pedido pelo PSD, com o deputado Luís Campos Ferreira a criticar que o Governo só se preocupa com as metas do défice.

"Agora só falam de défice, a única preocupação que os consome é o défice", disse o social-democrata, apontando que a preocupação com esta meta "está a matar o investimento público e a economia".

"As famílias não consomem porque têm medo do futuro", sentenciou Luís Campos Ferreira.

Já o CDS criticou o facto do Governo não querer contabilizar o efeito extraordinário da venda da Altice, pois penaliza os números agregados do investimento directo estrangeiro, mas incluir nas contas do investimento a venda da seguradora Açoreana ao fundo Apollo por 130 milhões de euros. "Isto é martelar, é falta de rigor", disse o deputado centrista Hélder Amaral.



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