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Montante de venda da Tranquilidade é "valor justo"

O encaixe de perto de 50 milhões de euros na seguradora do GES foi "justo" e não se pode comparar com a avaliação de 700 milhões feita um ano antes da venda, defende Peter Brito e Cunha.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Fevereiro de 2015 às 18:34
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A Tranquilidade foi vendida por cerca de 50 milhões de euros ao fundo norte-americano Apollo, com a promessa de injecção na seguradora, para capitalização, de outros 150 milhões. "Um valor justo", disse o seu antigo presidente, Peter Brito e Cunha, mesmo comparado com os 700 milhões a que a empresa do Grupo Espírito Santo estava avaliada.

 

"O valor a que, hoje, a companhia foi vendido é um valor justo", disse aos deputados da comissão parlamentar de inquérito o presidente da Tranquilidade que decidiu a injecção, em Maio e Junho deste ano, de 150 milhões de euros em dívida do Grupo Espírito Santo, seu accionista.

 

"Não se pode ligar à avaliação de 700 milhões de euros" feita pelo BES Investimento, defendeu Peter Brito e Cunha, justificando que essa avaliação, feita em 2013 com base em dados do ano anterior, era uma análise feita para o "accionista, olhando a longo prazo" e com o intuito de "querer valorizar um activo".

 

Já o valor da venda é imediato e foi mais baixo porque "não se previa nada do que aconteceu em 2014". A Tranquilidade injectou 150 milhões em quatro financiamentos ao GES, o que abriu um buraco na mesma e obrigou a que fosse totalmente vendida para ser capitalizada naquele montante – daí que, no acordo de venda, haja 150 milhões para capitalizar e apenas perto de 50 milhões para encaixe do accionista.

 

Este montante de alienação é "justo", segundo Brito e Cunha, porque o BES, que gerava 30% do negócio da companhia, já não existe, o que a desvalorizou. 

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