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Monte dei Paschi aprova aumento de capital até 2,5 mil milhões de euros

O banco mais antigo do mundo aprovou esta quarta-feira um aumento de capital num montante até 2,5 mil milhões de euros que tem como objectivo suprir as insuficiências de capital detectadas pelos testes de stress do BCE. O Monte dei Paschi revelou ainda que assim pretende também pagar o apoio estatal antes da data prevista.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 06 de Novembro de 2014 às 14:32
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O aumento de capital num valor até 2,5 mil milhões de euros vai mesmo avançar por parte do banco italiano Monte dei Paschi, uma das 25 instituições financeiras europeias que não superaram os testes de stress aplicados pelo Banco Central Europeu (BCE).

 

O conselho de administração do banco mais antigo do mundo aprovou esta quarta-feira o plano para o referido aumento de capital. Que servirá, segundo um documento oficial do banco citado pela agência Bloomberg, para suprir as insuficiências de capital encontradas pela avaliação do BCE e antecipar o pagamento, ao Estado italiano, dos apoios recebidos.

 

O Monte dei Paschi revelou ainda que para além da venda de novos títulos accionistas, pretende alienar activos não estratégicos e portefólios avaliados em cerca de 220 milhões de euros, por forma a aumentar as reservas de capital.

 

Recorde-se que o banco transalpino, que em Junho fez um aumento do capital de 5 mil milhões de euros, revelou insuficiências de capital de 2,1 mil milhões de euros nos testes de stress do Banco Central Europeu, assumindo-se como o banco europeu, entre os avaliados, com maiores falhas de capital.

 

O banco sediado em Siena já contratou nove instituições financeiras, entre as quais se contam o UBS, o Citigroup, o Goldman Sachs e o Mediobanca, para assessorar o plano de execução do aumento de capital.

 

Em declarações aos jornalistas, Alessandro Profumo, "chairman" do banco, afirmou estar "muito satisfeito" com a aprovação do aumento de capital.

 

Em paralelo, o banco italiano pretende continuar com a execução do plano de reestruturação, que passa pela redução de postos de trabalho e venda de activos, e que tem como objectivo garantir que o terceiro maior banco de Itália regresse aos lucros em 2015, depois de nove trimestres consecutivos a registar prejuízos. 

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