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Montepio acorda pré-reforma de 200 trabalhadores e acena com reformas antecipadas

Foram fechados 40 balcões do Montepio em Fevereiro. E o encerramento de agências continua a ser analisado. Ao mesmo tempo, saíram funcionários e há intenção de continuar a cortar na estrutura.

Marta Poppe
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Março de 2016 às 10:35
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Até ao final do mês de Março, vão sair 200 trabalhadores do Montepio no âmbito de um programa de pré-reformas, segundo admite o presidente executivo da caixa económica José Félix Morgado. Não há objectivos finais do número a reduzir, mas o objectivo é continuar com cortes.  

 

"Foi lançado programa de pré-reformas que, em termos de redução, são cerca de 200 trabalhadores que saem no fim deste mês", declarou ao Negócios o CEO da instituição financeira, totalmente detida pela Associação Mutualista. 

 

Questionado sobre se haverá mais rescisões, Félix Morgado diz que "podem sair no âmbito de reformas antecipadas, que poderão decorrer face à já manifestada abertura de alguns trabalhadores para poderem encarar essa opção".

 

De uma forma geral, as reformas antecipadas visam a concessão de reforma a partir dos 55 anos, enquanto na pré-reforma há um acordo entre trabalhador e empregador para que haja uma diminuição ou suspensão do trabalho até à reforma. 

 

O redimensionamento do Montepio vai continuar. No final de 2015, ano em que apresentou prejuízos de 243 milhões de euros, a caixa tinha 3.871 trabalhadores, menos 36 que no ano passado. Até ao final do mês serão menos 200 e, até ao final do primeiro semestre, haverá mais saídas. José Félix Morgado recusa-se a dizer qual o objectivo.

 

Também em relação ao número de balcões, o CEO do Montepio não se compromete. "Há um plano de rendimensionamento do número de balcões, de eliminar redundâncias na rede, que é um processo em curso", conta.

 

Em Fevereiro, foram fechados cerca de 40 balcões – o Público tinha noticiado esse corte, mas o Montepio recusou-se, na altura, a fazer comentários ao Negócios sobre o tema. Mas a redução vai continuar: "O programa vai até Junho". O jornal falava numa redução de mais 100 unidades. No final do ano, a rede doméstica contava com 421 agências, número agora desactualizado. 

 

Não há dados mais concretos, justifica Félix Morgado, porque cada balcão será "analisado caso a caso, zona a zona".

 

Ao mesmo tempo que segue o plano de redimensionamento e o seu plano estratégico, o Montepio está a concretizar um aumento de capital de 200 milhões de euros, totalmente subscrito pela Associação Mutualista.

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