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Moody’s mais pessimista para a banca europeia desce perspetiva para negativa

A Moody's aponta riscos para a banca europeia no que toca aos lucros futuros.

Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 11 de Dezembro de 2019 às 11:37
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A Moody’s alterou a perspetiva que tinha sobre a banca europeia, de estável para negativa. A pesar no futuro da banca está o abrandamento económico previsto e a política acomodatícia do banco central.

A Moody’s prevê que os dois fatores vão resultar na "erosão" dos "já fracos lucros": por um lado, a deterioração que se espera ao nível económico. Isto pesará nas oportunidades de negócio e, se as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China ou os Estados Unidos e a União Europeia aumentarem, "vai haver uma maior deterioração", diz a Moody’s.

Por outro lado, há os juros "baixos e por um tempo prolongado" ditados pelos Banco Central Europeu. Esta pressão nos lucros, em conjugação com a já referida, condicionam a capacidade da banca de investir na transformação digital, uma necessidade premente num contexto de "rápidas mudanças no comportamento dos consumidores" e "alargada concorrência", nomeadamente da parte das fintech.

"Os sistemas bancários do Reino Unido e da Alemanha são responsáveis pela maior fatia de ativos bancários na região, e lideram a perspetiva negativa no geral", aponta a agência de rating. Contudo, nos países nórdicos e na Europa Central e de Leste a perspetiva mantém-se estável, "uma vez que o ambiente operacional contribuirá a dar apoio".

A "salvação"

Apesar do cenário negativo, existem algumas condições que, a serem verificadas, podem fazer a perspetiva atribuída pela Moody’s regressar ao nível estável. As instituições podem convencer, caso consigam reduzir os créditos problemáticos, em alguns países mais afetados por este tipo de problema, melhorias na qualidade dos ativos e um aumento dos lucros, através, por exemplo, de cortes nos custos. Uma inversão da política de juros do BCE também seria adjuvante.

Outras iniciativas, como a União Bancária Europeia, caso avancem, darão também um sinal positivo, permitindo uma escala maior para os bancos do Velho Continente. Almofadas financeiras de maior dimensão, suficientes para acomodar possíveis choques, também beneficiariam os bancos.

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