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Mota-Engil prepara-se para entrar no mercado da Colômbia

A Mota-Engil está "a estudar" a entrada no mercado da Colômbia, onde deverá participar num concurso de infra-estruturas rodoviárias, disse hoje à agência Lusa o presidente executivo do grupo.

Lusa 10 de Dezembro de 2009 às 17:08
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A Mota-Engil está "a estudar" a entrada no mercado da Colômbia, onde deverá participar num concurso de infra-estruturas rodoviárias, disse hoje à agência Lusa o presidente executivo do grupo.

"Estamos a estudar a entrada na Colômbia, estamos a preparar um concurso de infra-estruturas rodoviárias", afirmou Jorge Coelho à margem do Fórum Internacional de Tecnologia da Construção Civil (TECCON 2009), organizado pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

A Colômbia será o quarto país da América Latina onde a maior construtora portuguesa marca presença, depois do México, Peru e Brasil.

Segundo adiantou à Lusa Jorge Coelho, no México e no Peru a empresa conta já com "investimentos seguros" e no Brasil, onde se estreou há cerca de um ano, "o balanço é muito positivo".

No México, a Mota-Engil já detém a concessão de uma auto-estrada, está na corrida para outras concessões e prepara a aquisição de uma empresa de construção local, enquanto no Peru detém a concessão para operação do porto de Paita (o segundo maior do país) e está interessada em avançar na área das obras públicas.

Já no Brasil, onde esteve até quarta-feira para ultimar as negociações para aquisição de 50% de uma empresa de tratamento de resíduos, Jorge Coelho diz que a actividade "está a correr muito bem".

"Há um ano abrimos uma empresa em São Paulo e definimos três áreas de intervenção: as concessões, os resíduos e os portos. O balanço que fazemos é muito positivo, considero a economia brasileira uma das mais sustentáveis do mundo", afirmou.

Para Jorge Coelho, o 'timing' da aposta da Mota-Engil no Brasil foi "muito importante" e, actualmente, a empresa "já está em condições de começar a usufruir" dessa decisão estratégica.

"Ainda estamos a começar, mas as perspectivas são muito boas, até porque as previsões de crescimento da economia brasileira em 2010 andam na ordem dos 5,5%, o que revela o potencial que tem aquele país", sustentou.

Actualmente, a Mota-Engil detém (via Ascendi) 40% de um consórcio com parceiros locais que explora uma concessão com mais de 400 quilómetros em São Paulo.

Segundo Jorge Coelho, a concessão começou a operar há 15 dias e está a registar níveis de tráfego superiores aos previstos no plano de negócios.

"A nossa ideia, agora, é a consolidação desta operação e estudar e concorrer a novas oportunidades que ali se estão a colocar na área das concessões de infra-estruturas rodoviárias", revelou.

Ainda na região de São Paulo, o grupo português está "a terminar o processo negocial" para aquisição de 50% de uma empresa na área da recolha e tratamento de resíduos, onde também pretende entrar, e paralelamente está "a estudar" a entrada na concessão de um porto na zona do Recife, também com um parceiro local.

"A nossa estratégia é de diversificação e de internacionalização", sustentou Jorge Coelho, recordando que 25% da actividade do grupo é já fora da área da construção e, dentro desta, 52% são negócios no estrangeiro.

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