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Mota-Engil prevê investimento de 200 milhões em Portugal este ano

A Mota-Engil prevê investir 200 milhões de euros em Portugal este ano, divulgou o administrador financeiro da empresa em entrevista à Reuters. O responsável adiantou ainda que vai concorrer, em consórcio com a Brisa e a Soares da Costa, a três concessões

Negócios negocios@negocios.pt 13 de Março de 2008 às 09:56
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A Mota-Engil prevê investir 200 milhões de euros em Portugal este ano, divulgou o administrador financeiro da empresa em entrevista à Reuters. O responsável adiantou ainda que vai concorrer, em consórcio com a Brisa e a Soares da Costa, a três concessões na Roménia num investimento de 3 mil milhões de euros.

"Vamos apresentar uma proposta na Roménia, em consórcio com a Brisa e a Soares da Costa para três concessões (de auto-estradas), que representam 3.000 milhões de euros", disse Eduardo Rocha, em entrevista telefónica à Reuters.

O responsável garante que a Mota-Engil "está confortável com a dívida actual" e que "não vai haver aumento de capital" para sustentar o crescimento.

Actualmente, a Mota-Engil está a concorrer a concessões de auto-estradas na Hungria, na Eslováquia e na Polónia, tendo assinado um contrato no México, em Fevereiro último.

O administrador financeiro da maior construtora nacional disse ainda que a unidade de Concessões de Transportes da Mota-Engil, que pesou 39% do EBITDA do grupo em 2007, "deverá continuar a manter a maior contribuição para o EBITDA do grupo

em 2008", mas deverá ser suplantada pela divisão de Ambiente e Serviços dentro de três anos, que teve um peso de 24%.

A área de Ambiente e Serviços envolve negócios desde a gestão de resíduos sólidos urbanos e industriais, concessões de serviços de água e saneamento básico, gestão de portos e logística.

Ontem, a Mota-Engil anunciou um crescimento do lucro de 202,9% para 97,5 milhões de euros, em 2007, impulsionado por uma mais valia de 67,4 milhões de euros relativa ao IPO da Martifer.

O volume de negócios consolidado subiu 15,9% para 1.401,9 milhões de euros em 2007 e deverá crescer mais de 10% em 2008, com a área de Engenharia e Construção a crescer dois dígitos, o Ambiente e Serviços a crescer mais de 10% e as Concessões de Transportes a crescer próximo dos 10%.

"Projectamos a actividade de construção a crescer dois dígitos, sendo que, em Portugal, o crescimento será de apenas um dígito, a Europa Central deverá recuperar da queda de 2007 e deverá crescer dois dígitos e, em Angola, o crescimento será semelhante ao de 2007, em redor dos 35%", disse Eduardo Rocha.

As acções da Mota-Engil seguem a descer 1,96% para os 4,51 euros.

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