Transportes Motoristas: PSD recomenda ao Governo que promova negociações e mesmo suspender a requisição civil

Motoristas: PSD recomenda ao Governo que promova negociações e mesmo suspender a requisição civil

O vice-presidente do PSD, David Justino, aconselhou esta quarta-feira o Governo a concentrar-se no restabelecimento das negociações entre os sindicatos dos motoristas e a Antram, admitindo mesmo que o Executivo suspenda a requisição civil desde que a greve seja levantada.
Motoristas: PSD recomenda ao Governo que promova negociações e mesmo suspender a requisição civil
Bruno Colaço/Correio da Manhã
Negócios 14 de agosto de 2019 às 18:31
David Justino, vice-presidente do PSD, acusou esta quarta-feira o Governo de ser "tendencioso" no conflito entre motoristas e Antram ao "secundar a posição dos representantes das entidades patronais". O dirigente aconselhou o Executivo liderado por António Costa a concentrar-se no retomar das negociações "mesmo que para tal seja necessário suspender a requisição civil e desde que as posições irredutíveis dos sindicatos e dos representantes do patronato possam ser superadas, nomeadamente pela suspensão da greve".

David Justino considerou que "assistiu-se a um autêntico circo mediático com a multiplicação de declarações e acusações entre representantes dos trabalhadores e das entidades patronais". "Desde muito cedo se percebeu que as partes estavam mais empenhadas em "ganhar a guerra da comunicação", descredibilizando o seu interlocutor, do que em construir um entendimento que evitasse os prejuízos para a população e para a economia nacional", reforçou.

 

Após elogiar o Governo pela "estratégia de prevenção e contenção de danos que garantisse os abastecimentos, especialmente de combustíveis, o que se nos afigurou adequado". Contudo, Justino acusou o Executivo de "desde muito cedo (...) enquanto fingia querer mediar o conflito, dava todos os sinais de que estava disposto a entrar no conflito".

 

"O Governo, em vez de recorrer a todos os instrumentos susceptíveis de restabelecer o diálogo entre as partes, privilegiou o "exercício desproporcionado da autoridade", a demonstração de força com um aparato coercivo injustificado  e a tentativa de humilhação dos trabalhadores e dirigentes sindicais, para que pudesse mais tarde reclamar "vitória!", disse ainda o dirigente do PSD, que acusou o Executivo de "irresponsabilidade, falta de isenção e excessos no exercício da autoridade de Estado".

Para o PSD, "o Governo e as forças que o apoiam estão agora num beco sem saída, e sem condições para recuos" e é "cada vez mais parte do problema".

 
Assim, concluiu "o PSD aconselha o Governo a apostar todos os seus recursos no restabelecimento das negociações, mesmo que para tal seja necessário suspender a requisição civil e desde que as posições irredutíveis dos sindicatos e dos representantes do patronato possam ser superadas, nomeadamente pela suspensão da greve - tal como já foi recentemente sugerido pelo Presidente do PSD - e pela negociação sem condições prévias".

 




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