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Movimento pró-Ota considera "irrealista" proposta de Portela+1

O porta-voz do Movimento Pró-aeroporto da Ota, Tomás Oliveira Dias, considerou hoje "irrealistas" as conclusões do estudo da Associação Comercial do Porto (ACP) que prevê apenas um equipamento complementar à Portela.

Negócios negocios@negocios.pt 28 de Novembro de 2007 às 09:46
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O porta-voz do Movimento Pró-aeroporto da Ota, Tomás Oliveira Dias, considerou hoje "irrealistas" as conclusões do estudo da Associação Comercial do Porto (ACP) que prevê apenas um equipamento complementar à Portela.

Tomás Oliveira Dias comentava à Lusa o estudo realizado pelo Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da Universidade Católica Portuguesa, a pedido da ACP, em que defende a opção Portela+1, propondo o Montijo como melhor localização embora também admita Alcochete.

"Tudo o que seja manter a Portela a funcionar é economicamente inviável" porque "Portugal não tem condições para suportar dois aeroportos", afirmou o porta-voz do Movimento Pró-aeroporto da Ota.

Por outro lado, o novo equipamento a construir será sempre uma infra-estrutura de "passagem" para muitos dos utilizados das linhas transatlânticas pelo que "não faz sentido, obrigar os passageiros a saírem de um aeroporto para irem para o outro", recorrendo a outro tipo de transporte.

Para Tomás Oliveira Dias, o estudo encomendado pela ACP "é apenas uma maneira de fazer desenvolver o aeroporto Sá Carneiro" em prejuízo do resto do país.

"Não se trata de servir esta região ou aquela mas sim o interesse nacional" e é "necessário um novo e grande aeroporto internacional para servir a Península Ibérica", defendeu.

Até porque "Lisboa não é Paris que tem dez milhões de pessoas e conta com dois aeroportos", acrescentou Tomás Oliveira Dias.

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