Transportes Mytaxi diz querer colmatar lacuna entre táxis e turismo

Mytaxi diz querer colmatar lacuna entre táxis e turismo

A aplicação de táxis vai fazer acção para angariar novos motoristas em zonas limítrofes de Lisboa, onde a cobertura não é tão grande como na capital, com o objectivo de inverter a tendência de estagnação apontada pelo estudo da AMT.
Mytaxi diz querer colmatar lacuna entre táxis e turismo
Maria João Babo 03 de maio de 2017 às 17:23

A Mytaxi, aplicação que permite pedir um táxi através de um smartphone, acredita que "um sector mais modernizado e alinhado com a expectativa do cliente vai reduzir o ‘gap’ que hoje existe entre o crescimento do turismo e do número de táxis".

Ao Negócios, Pedro Pinto, "city manager" da Mytaxi – fundada em 2009 na Alemanha e que chegou a Lisboa em Dezembro de 2015 – mostrou-se surpreendido pela discrepância na evolução das dormidas e dos táxis no país, revelada esta quarta-feira pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

De acordo com o relatório estatístico sobre os serviços de transporte em táxi, entre 2006 e 2016 o número total de táxis cresceu menos de 1%, enquanto na mesma década as dormidas aumentaram 41%.

"Houve um boom no sector do turismo que não foi acompanhado pela indústria do táxi", afirmou o responsável, atribuindo esse comportamento aos avanços tecnológicos.

Pedro Pinto destacou ainda que se na capital há o maior número de licenças, nas zonas vizinhas da Área Metropolitana de Lisboa "não há uma cobertura tão grande". Por essa razão, adiantou, "a Mytaxi vai fazer durante a próxima semana, uma acção de street marketing para angariar novos motoristas", aos mais de 800 que tem actualmente.

"A Mytaxi quer ajudar o sector a inverter a tendência", salientou ainda Pedro Pinto, acrescentando que pode "dar a resposta a clientes com a exigência do digital".

Sobre a contingentação do número de táxis – o limite de licenças que cada câmara municipal pode pôr a concurso – , Pedro Pinto considerou que "faz sentido que se mantenha para que nâo haja uma oferta superior à procura". No entanto, afirmou, "o que se verifica é que há uma série de licenças que não estão a operar em pleno", limitando-se ao utilizador tradicional.

No caso de Lisboa, onde o estudo da AMT revelou existirem 103 vagas nos contigentes, o responsável não tem dúvidas que se a autarquia colocasse esses licenças a concurso "há industriais do sector do táxi interessados".

Pedro Pinto reclama contudo que sejam dados incentivos para a modernização do sector do táxi, que precisa de "ter viaturas mais recentes e dar mais formação aos motoristas".




pub

Marketing Automation certified by E-GOI