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"Não é possível continuar a manter a linha de Cascais sem investimento"

José Benoliel vai sair da presidência da CP em breve. Mas assume a necessidade da linha de Cascais ter investimentos, admitindo que estes só possam ser feitos por privados. E diz que hoje é administrador e não gestor.

Negócios 10 de Dezembro de 2012 às 10:58
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José Benoliel vai, em breve, sair da presidência da CP. Em entrevista publicada esta segunda-feira, 10 de Dezembro, no "Público", José Benoliel garante que hoje em dia não é gestor, é apenas administrador. "Com as recentes alterações legislativas, o gestor não pode endividar-se, não pode investir, não pode contratar pessoal, não pode dar incentivos, nem pode negociar as condições a dar aos trabalhadores. E, se não há contrapartidas, não há negociação. Há imposição. O que é que lhe resta ao gestor para gerir? Nada. Para administrar, sim. Para gerir não". 

E com esta declaração, José Benoliel diz ainda que não conhece o processo de privatização da CP Carga. "A CP tem conhecimento pelos jornais que o Governo pretende alienar o capital da CP Carga. Mas quanto à forma, prazos e condições, desconheço quais as intenções do Governo". Mas diz ter feito diligências para auscultar eventuais interessados e encontrou alguns.  

Na entrevista ao "Público", José Benoliel fala ainda da necessidade da linha de Cascais ter investimentos. Aí, assume, "o material está muito velho. A segurança está garantida e as condições mínimas de conforto também. Mas temos um problema de disponibilidade do material, porque o período de imobilização em oficina é longo e nós não temos outro material para o substituir". A solução, acrescenta, é investir. "Não é possível continuar a manter a linha de Cascais sem investimento". Mas a CP não o pode fazer, pois está limitada no endividamento. Não havendo dinheiro público, a solução, acrescenta, pode ser investimento privado.  

"O Estado não tem dinheiro e, se houver quem o tenha, isso pode ser uma alternativa".  

A concessão a privado foi mesmo um dos modelos proposto à tutela. O caso de Cascais, diz, é diferente do resto das linhas dos suburbanos de Lisboa, já que Sintra, Azambuja e Barreiro-Setúbal têm material moderno, não necessitando de investimentos. Por isso admite como modelo possível haver dois concessionários diferentes no âmbito da CP Lisboa.  

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