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"Não há tabus" para o Crédito Agrícola no que diz respeito a comprar outros bancos

"Não confirmo nem desminto." É esta a resposta do presidente do Crédito Agrícola à pergunta sobre se está interessado em comprar a rede portuguesa do BBVA. No geral, Licínio Pina diz que o grupo está "sempre" disponível para "analisar negócios que possam aparecer".

Sofia Henriques
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 29 de Abril de 2014 às 13:18
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O Crédito Agrícola acredita que a consolidação vai acabar por acontecer na banca portuguesa. E não descarta ser um dos protagonistas. "Estamos sempre interessados em analisar negócios que possam aparecer", admite o presidente do conselho de administração executivo, Licínio Pina.

 

À partida, não há interesse em "ser comprado". "Em comprar, [o interesse] depende do que houver para vender", explicitou o presidente na apresentação de resultados relativos a 2013, que ocorreu esta terça-feira, 29 de Abril, onde foi revelado que o lucro do grupo caiu, no ano passado, 95% para os 2 milhões de euros.

 

"Não há tabus." A afirmação foi várias vezes repetida quando se falava deste tema. Primeiro pelo administrador Renato Feitor, depois pelo presidente Licínio Pina.

 

Questionado sobre se o banco cooperativo estava a analisar alguma operação neste momento, seguiu-se o silêncio. Já quando a pergunta dos jornalistas foi mais directa e sublinhava se a rede portuguesa do BBVA estava a ser analisada (o banco espanhol estará disposto a abandonar Portugal), já houve resposta por parte do presidente: "Não confirmo nem desminto." O grupo financeiro que se estabelece como uma rede maioritariamente rural é constituído por 83 Caixas de Crédito Agrícola que, no seu todo, detêm 700 agências em território nacional.

 

"O Crédito Agrícola chegou ao ponto a que chegou sempre com crescimento orgânico, sempre com o nosso desenvolvimento normal do negócio. Portanto, tudo o que saia deste padrão é um bocadinho excepcional. Mas não há tabus", reiterou Renato Feitor.

 

A consolidação no sector financeiro é um tema que tem estado presente, tendo em conta que, como já escreveu o Negócios, os analistas admitem que a procura por rentabilidade pode empurrar os bancos para fusões.

 

Licínio Pina acredita que o futuro da banca passará por aí, "como tem passado historicamente". Já no ano passado, em entrevista à Lusa, o presidente do Crédito Agrícola considerava que o final da crise poderia trazer algumas fusões, com consequente redução do número de bancos, que se tornariam "mais competitivos e mais sólidos".

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