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"Não serei um bode expiatório para o Société Générale"

"Não serei um bode expiatório para o Société Générale." Na primeira entrevista depois de ter sido acusado da maior fraude de sempre, Jérôme Kerviel afirmou que assume a sua quota parte de responsabilidade mas não aceite tornar-se um bode expiatório.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2008 às 18:14
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"Não serei um bode expiatório para o Société Générale." Na primeira entrevista depois de ter sido acusado da maior fraude de sempre, Jérôme Kerviel afirmou que assume a sua quota parte de responsabilidade mas não aceita tornar-se um bode expiatório.

"Fui colocado de parte pelo Société Générale", disse Kerviel numa entrevista concedida à agência France Press. "Estou a assumir a minha parte da responsabilidade mas não serei o bode expiatório do banco", acrescentou.

Jérôme Kerviel, de 31 anos, apostou 50 mil milhões de euros em futuros de índices de acções europeias, o que acabou por resultar na maior fraude de sempre do sistema bancário no valor de 4,9 mil milhões de euros. É acusado, entre outras coisas, de quebra de confiança e de falsificação de documentos.

"Perde-se a noção dos valores envolvidos neste tipo de operações", explicou Kerviel nesta entrevista, onde apareceu vestido de forma descontraída e garantiu que "não é suicida" nem está deprimido.

Actualmente, Kerviel está sob protecção policial 24 horas por dia. Kerviel foi ontem interrogado por dois juízes, durante oito horas. Os juízes deixaram cair a queixa de fraude e diminuíram a acusação de abuso de confiança, ao contrário do que tinha sido proposto pelo Ministério Público.

O MP já recorreu desta decisão, que deverá ser revista no próximo dia 8 de Fevereiro. Nesse dia será ainda decidido se Kerviel vai continuar sob custódia policial enquanto decorrerem as investigações.

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