Indústria Navigator fecha venda do negócio de "pellets" nos EUA por 134,5 milhões

Navigator fecha venda do negócio de "pellets" nos EUA por 134,5 milhões

O negócio anunciado no final do ano passado foi fechado a 16 de Fevereiro, com uma revisão em ligeira baixa dos valores envolvidos.
Navigator fecha venda do negócio de "pellets" nos EUA por 134,5 milhões
Nuno Carregueiro 16 de fevereiro de 2018 às 20:32

A Navigator anunciou esta sexta-feira que foi concluída a venda de 100% do seu negócio de pellets nos Estados Unidos, sendo que os valores finais da operação são ligeiramente inferiores aos anunciados anteriormente.

 

"A Navigator informa que o processo de venda ficou concluído e que a transacção foi efectivada no dia 16 de Fevereiro de 2018", refere um comunicado da empresa liderada por Diogo da Silveira.

 

O encaixe é de 134,5 milhões de dólares (107,7 milhões de euros), com a empresa portuguesa a receber de imediato 66,5% do valor (89,5 milhões de dólares), sendo os restantes 45 milhões de dólares (33,5%) diferidos por 5 anos.

 

Esta operação gera uma mais-valia ao nível do EBITDA de cerca de 19 milhões de dólares (15,2 milhões de euros), sendo que "o impacto nos resultados líquidos da Navigator será determinado e divulgado no anúncio de resultados do primeiro trimestre de 2018".

 

A 8 de Janeiro a Navigator tinha revelado valores ligeiramente mais elevados: encaixe de 135 milhões de dólares e mais-valia de 20 milhões de euros.

 

A Navigator avisa que "os impactos finais da transacção poderão sofrer alguns ajustamentos fruto da taxa de câmbio EUR/USD".




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mais votado Anónimo 17.02.2018

Constantes subsídios de ajuda ao investimento privado em bens de capital, inusitadas rendas energéticas excessivas, isenções e deduções fiscais à medida, para além de tarifas aduaneiras proteccionistas, são gravíssimas distorções de mercado e acarretam enormes custos de oportunidade sejam em que sector de actividade económica forem. O Estado quando quer fomento e participação num projecto empresarial considerado estratégico, viável, com potencial na economia e regido pelos mais elevados padrões da boa gestão lean com vista à obtenção de retorno sobre o investimento, deve, quando muito, adquirir participação accionista através de um Fundo de Riqueza Soberano e/ou conceder um crédito através de um banco de fomento ou investimento estatal. "Bruxelas autoriza subsídio de 100 milhões de euros à Portucel" https://www.publico.pt/economia/jornal/bruxelas-autoriza-subsidio-de--100-milhoes-de-euros-a-portucel-209644

comentários mais recentes
José 17.02.2018

Sinceramente, já aborrece e muito, ler tantos comentários contra a empresa. Se não gostam que a Navigator apresente bons resultados, afastem-se dela, não comprem, deixem a empresa para os que acreditam nela, que recebem bons dividendos todos os anos inerentes ao investimento que têm na papeleira.

Anónimo 17.02.2018

A Navigator é boa empresa desde que isenções fiscais e fundos públicos de apoio discricionários deixem de ser a regra e passem a ser menos do que uma excepção. Quando isso acontecer a empresa terá de optar por uma gestão lean assente na boa gestão de recursos humanos e no investimento em capital com elevada incorporação de tecnologia automática que eleve a produtividade da empresa para outros patamares. Em França e Itália, países com vastas áreas com óptimas condições para a plantação de eucalipto, em vez de importarem a esperteza saloia da plantação de eucalipto australiano mantiveram as florestas de pinheiro, castanheiro, aveleira e nogueira, criando uma mancha verde florestal de espécies autóctones rica em frutos secos e madeiras nobres de elevado valor comercial que vários sectores da indústria transformadora de alto valor acrescentado aproveitam, que apresenta muito maior diversidade e é económica, paisagística e ambientalmente muito mais interessante e auto-sustentável.

Anónimo 17.02.2018

É uma empresa que tem sido levada ao colo pelo Estado desde que foi fundada. Está repleta de ineficiências e excedentarismo. A gestão é medíocre ou apática e os colaboradores capturaram a organização. Podia dar 3 vezes mais lucro com metade dos colaboradores actuais. Podia inovar e expandir-se na criação de valor em inúmeras outras áreas de negócio tornado-se ainda maior e transformando-se num verdadeiro potentado que puxasse pela economia portuguesa no seu todo. Não é nada disso. Faz lembrar o monstro de corrupção, obscuridade, promiscuidade estatal e desperdício em que se tornaram algumas das maiores empresas brasileiras. E todos sabem em que é que isso deu no Brasil...

Anónimo 17.02.2018

Esta empresa privada, com tudo aquilo que o Estado já apostou e investiu nela, é uma oportunidade perdida para dinamizar a economia portuguesa. Serve-se só a si mesma, aos seus fornecedores e aos seus colaboradores em vez de se tornar num grande motor de desenvolvimento económico para Portugal num sector de actividade económica que é dos poucos a que Portugal pode almejar candidatar-se a ser um líder a nível internacional.

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