Indústria Negócio da indústria cresce 3,4% puxado pelas exportações

Negócio da indústria cresce 3,4% puxado pelas exportações

Em Janeiro, a energia foi o único agrupamento que não puxou para terreno positivo o índice de volume de negócios na indústria. Dados do INE mostram que o mercado externo progrediu a um ritmo três vezes superior ao doméstico.
Negócio da indústria cresce 3,4% puxado pelas exportações
Paulo Duarte
António Larguesa 09 de março de 2018 às 11:47

O índice de volume de negócios na área industrial registou um crescimento nominal de 3,4% em Janeiro de 2018, face ao mesmo mês do ano passado. Ainda assim, esta taxa é inferior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas, e a evolução homóloga mais fraca desde Abril de 2017.


O destaque divulgado esta sexta-feira, 9 de Março, explica que o índice do mercado externo progrediu 5,9%, a um ritmo superior ao verificado no índice do mercado nacional (1,7%). E face a Dezembro, os dados do primeiro mês deste ano mostram um abrandamento em termos domésticos e uma aceleração do ritmo de crescimento para lá das fronteiras nacionais.

 

Para esta variação do índice agregado de volume de negócios na indústria concorreram quase todos os agrupamentos, em termos homólogos. A excepção acabou por ser o sector da energia, que contribuiu negativamente (-3,5 p.p.) para a variação do índice agregado em virtude de um decréscimo de 12,6% em Janeiro.

 

"O principal contributo positivo foi dado pelos Bens de Investimento (3,4 p.p.), originado pelo aumento de 24,8% (11,1% em Dezembro). A variação homóloga dos Bens Intermédios passou de 1,3% em Dezembro para 7,9% em Janeiro. Por sua vez, o agrupamento de Bens de Consumo aumentou 3,7% após a redução de 0,5% em Dezembro", descreve a nota divulgada pelo INE.

 

Nas variáveis sociais, também em relação a Janeiro do ano passado, o instituto público conclui ainda que neste período os índices de emprego, de remunerações e de horas trabalhadas registaram crescimentos de 3,8%, 5,1% e 1,6%, respectivamente.




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