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Negócio em Portugal ofuscou bom desempenho da Modelo Continente no Brasil

A Modelo Continente apresentou ontem resultados que ficaram abaixo das expectativas dos analistas do BPI, cujo desvio se deveu essencialmente à menor rendibilidade em Portugal, que «mais que ofuscou» o bom desempenho da empresa no Brasil.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 08 de Setembro de 2005 às 10:54
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A Modelo Continente apresentou ontem resultados que ficaram abaixo das expectativas dos analistas do BPI, cujo desvio se deveu essencialmente à menor rendibilidade em Portugal, que «mais que ofuscou» o bom desempenho da empresa no Brasil.

Os lucros da Modelo Continente atingiram os 43 milhões de euros no primeiro semestre do ano, um crescimento de 35% face ao mesmo período do ano passado. As vendas aumentaram 13% para os 2,088 mil milhões de euros com a operação em Portugal a registar uma subida de 4% e o negócio no Brasil a crescer 19%, na moeda local e 32% em euros, devido à apreciação de 9% do real contra o euro. O «cash flow» operacional, ou EBITDA, atingiu os 128 milhões de euros, contra 112 milhões de euros no primeiro semestre de 2004.

No Iberian Daily do BPI, os analistas afirmam que estes são resultados com um impacto «neutro a negativo» para a Sonae SGPS, salientando que os mesmo demonstram «um desempenho razoável», embora o EBITDA consolidado tenha ficado 4% abaixo das suas expectativas.

«Este desvio deve-se à menor rendibilidade do negócio da empresa em Portugal, que mais que ofuscou o desempenho melhor do que o esperado» da participada da Sonae no Brasil, explicam os especialistas acrescentando que a empresa registou provisões para depreciações do valor de activos «mais pesadas», o que fez também que os lucros ficassem abaixo das suas expectativas.

Margens abaixo do esperado com esforços de marketing para enfrentar concorrência «feroz»

Relativamente às operações em Portugal, o BPI sublinha as margens que foram de 6,7% contra os 7,2% esperados e 7,6% do período homólogo, mesmo com «boas» receitas «principalmente ajudadas pela subida de 11% no sector não alimentar, enquanto o de comida avançou 3%».

Este valor de margens abaixo do esperado «deveu-se principalmente aos  maiores esforços do que o esperado ao nível do ‘marketing’ para enfrentar o ambiente ferozmente competitivo em Portugal».

Quanto às boas notícias, os analistas salientam que o Brasil continuou a registar um desempenho operacional «espantoso» ao ser capaz de ganhar quota de mercado e ao registar maiores margens do que o esperado (4,6% contra os 4% estimados e 5,4% no ano anterior). Por outro lado, continuou a reduzir ainda mais o seu nível de dívida, fortalecendo o seu balanço.

Neste sentido «vamos ajustar as nossas estimativas quer para Portugal, quer para o Brasil, enquanto incorporamos os efeitos da nova política de IVA em Portugal», em vigor desde dia 1 de Julho.

As acções da Sonae SGPS desciam 0,76% para os 1,30 euros.

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