Comércio Nem uma palavra para novos mercados da Jerónimo Martins

Nem uma palavra para novos mercados da Jerónimo Martins

Muito se tem falado de uma quarta geografia para o grupo Jerónimo Martins. Mas sobre isso, Pedro Soares dos Santos não abriu o jogo.
Nem uma palavra para novos mercados da Jerónimo Martins
Alexandra Machado 01 de março de 2018 às 14:49

"Não há uma palavra" sobre a possibilidade de expansão da Jerónimo Martins para outros mercados internacionais. Pedro Soares dos Santos, quando questionado pelos jornalistas, na conferência de imprensa de resultados, sobre a essa possibilidade nada disse.

Foi o pai Alexandre Soares dos Santos que em Setembro último, na inauguração do centro de distribuição de Valongo, prometeu "expandir para outros mercados nos próximos dois a três anos". O filho, no entanto, não abriu o jogo.

E tal como o grupo tinha afirmado aos analistas, na conferência telefónica sobre resultados, reafirmou que a preocupação é consolidar a expansão na Colômbia. 

Como prioridades para 2018, Pedro Soares dos Santos acrescentou serem as mesmas de 2017: "de 
crescimento, sustentado, consciente, que permita que a companhia continue a ter bom crescimento das vendas, cumprir o parque de aberturas", mas com a cautela de que "seja sustentável para o futuro".
 
Pedro Soares dos Santos garante que o balanço da empresa é sólido e que permite os desafios de expansão. Ainda assim admite que 2018 pode vir a ser um ano difícil. "Não prevejo que seja um ano fácil", até por causa da incerteza legislativa na Polónia, com a possibilidade de as lojas de distribuição terem de fechar em alguns domingos. Mas sobre isso Pedro Soares dos Santos diz que a empresa reajustar-se-á a esse impedimento se vier a acontecer, até porque o domingo não será o dia mais forte de vendas. 

Ainda assim, quando questionado sobre se espera superar em 2018 os resultados de 2017, Soares dos Santos diz esperar que isso aconteça. "Eu espero, o tempo o dirá".

Soares dos Santos foi também parco nos esclarecimentos sobre a estratégia para a cadeia polaca Hebe, de saúde e bem-estar. Depois de dizer que "sentimos que temos uma estratégia de posicionamento e a ideia clara do que vamos fazer nesta cadeia e como vamos torná-la uma grande cadeia no grupo", nada mais acrescentou quando solicitado a dizer qual a estratégia e se a Hebe iria expandir-se para além da Polónia: "não vou dizer nada".

A Hebe facturou 166 milhões e tem hoje 182 lojas.




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