Mercados Norges Bank quer sair do sector do petróleo e gás. Acções respondem em queda

Norges Bank quer sair do sector do petróleo e gás. Acções respondem em queda

O banco central da Noruega, que controla o fundo soberano, já fez a proposta ao Governo, que só deverá tomar uma decisão "no Outono de 2018". O sector está a reagir em queda nos mercados accionistas.
Norges Bank quer sair do sector do petróleo e gás. Acções respondem em queda
Bloomberg
Rita Faria 16 de novembro de 2017 às 16:09

O banco central da Noruega (Norges Bank), que gere o fundo soberano, quer sair do sector do petróleo e gás, reduzindo as suas participações em empresas desta indústria, que totalizam 35 mil milhões de dólares (cerca de 29,6 mil milhões de euros), para proteger a economia do país, que é o maior produtor de petróleo da Europa ocidental.

 

De acordo com o Norges Bank, o país ficará "menos vulnerável" às variações de preços da matéria-prima se não tiver dinheiro investido em acções de empresas deste sector, onde estão incluídas a Royal Ducth Shell e a Exxon Mobil.

 

O plano do banco central requer aprovação do Governo, que já está a estudar a proposta, devendo tomar uma decisão "no Outono de 2018". Segundo a Reuters, terá ainda de ser sujeita ao aval do parlamento. 

 

"A nossa perspectiva aqui é diminuir os riscos para a riqueza do Estado", afirmou Egil Matsen, vice-governador do banco central da Noruega, responsável pela supervisão do fundo. Numa entrevista em Oslo, citada pela Bloomberg, Egil Matsen acrescentou que a melhor forma de o fazer "é não acrescentando o risco do preço do petróleo através do fundo".

 

É a mais recente decisão do fundo, em matéria de investimentos, depois de ter eliminado do seu portefólio praticamente todas as acções do sector do carvão e ter proposto ao Ministério das Finanças – que tem a última palavra no que respeita à alocação de activos – o abandono da aposta em dívida empresas e dívida pública denominada noutras moedas que não em dólares, euros ou libras.

 

Embora o Norges Bank tenha assegurado que o plano não se baseia em nenhuma perspectiva sobre a evolução dos preços do petróleo ou da indústria, o sector já está a reagir.

 

O índice que reúne as maiores empresas europeias do petróleo e gás inverteu para o lado das perdas, sendo o único sector que negoceia em terreno negativo. A Royal Dutch Shell cai 1,86%, na bolsa de Amesterdão, para 26,31 euros, enquanto a BP desliza 0,61% para 492 pence. A Exxon Mobil recua 1,25% para 80,19 dólares e a Chevron perde 1,30% para 114,94 dólares.  




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