Banca & Finanças Norte-americano Morgan Stanley compra acções do BES "mau"

Norte-americano Morgan Stanley compra acções do BES "mau"

É a primeira aquisição de participação qualificada que é comunicada desde que, a 3 de Agosto, o BES foi alvo de uma medida de resolução. Continua a ser possível comprar e vender açcões fora de bolsa. Foi isso que o Morgan fez a 5 de Novembro.
Norte-americano Morgan Stanley compra acções do BES "mau"
Bloomberg
Diogo Cavaleiro 13 de novembro de 2014 às 19:48

O Banco Espírito Santo é, neste momento, um veículo financeiro com os activos problemáticos herdados do antigo BES. Era o BES que tinha, por exemplo, a participação no BES Angola que, depois da intervenção angolana no banco, ficou reduzida a nada. Tem outros activos, como os depósitos congelados de ex-administradores e da família Espírito Santo. São posições cuja recuperação é difícil. Mas há quem queira ser "dono" daquele que ficou conhecido como o banco "mau" do BES. Um dos exemplos é o Morgan Stanley.

 

O banco norte-americano reforçou a sua posição no BES "mau". Já tinha algumas acções mas, esta quinta-feira, soube-se que comprou acções daquela entidade após a medida de resolução aplicada, em 3 de Agosto, ao Banco Espírito Santo. "A aquisição resulta de transacções executadas fora de balcão no dia 5 de Novembro de 2014, nos termos das quais a Morgan Stanley & Co. International plc. adquiriu 31.360.000 acções do BES", indica um comunicado publicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

A negociação em bolsa de acções do BES está suspensa desde 1 de Agosto. Dois dias depois, o banco foi resolvido pelo Banco de Portugal. Os activos e passivos saudáveis foram transferidos para o Novo Banco; os problemáticos ficaram no BES, que passou a ser um veículo financeiro, sem capacidade para ceder crédito ou receber depósitos. O objectivo da sua administração, liderada por Máximo dos Santos, é conseguir pagar os custos que para aí foram transferidos.

 

Apesar da suspensão, é possível transaccionar títulos do BES fora do mercado regulamentado, ou seja, em negócios directos. Foi isso que o Morgan Stanley fez. Este banco é a primeira entidade que se sabe que reforçou a sua posição accionista no BES desde a resolução.

 

Foram compradas quase 31,4 milhões de acções a 5 de Novembro que permitiram que o Morgan Stanley, através de várias filiais, ficasse com 118,6 milhões, uma participação equivalente a 2,11% do capital do BES "mau". A comunicação é feita à CMVM porque a entidade a isso fica obrigada por ter superado a barreira dos 2% do capital.

 

Pelo contrário, a BlackRock, a 14 de Agosto, reduziu a sua participação, deixando de ter mais de 2%. Também neste caso a posição foi diminuída devido a transacções feitas fora de bolsa.




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