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Nova arma para start-ups de blockchain: talentos de prémios Nobel

Agora que a febre das criptomoedas passou, pelo menos por enquanto, as start-ups de blockchain têm que se empenhar um pouco mais para chamar a atenção. A mais nova arma secreta destas empresas: vencedores do prémio Nobel.

Bloomberg
Bloomberg 06 de Outubro de 2018 às 20:00
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A Covee Network é o mais recente empreendimento a anunciar uma parceria com um economista de primeira linha: Alvin Roth, especialista em teoria dos jogos e design de mercados que partilhou o Nobel de Economia em 2012. A Prysm Group tomará emprestado o cérebro – e o nome – de Oliver Hart, da Universidade de Harvard, um dos vencedores de 2016; e a Cryptic Labs fez parceria com Eric Maskin – que dividiu o prémio em 2007 – e Christopher Pissarides – um dos vencedores de 2010.

 

Há um ano, a simples menção da palavra "blockchain" bastava para despertar interesse. A pioneira da fotografia Eastman Kodak voltou brevemente à fama no ano passado, ao ver disparar 272% o preço das suas acções, após o anúncio de uma criptomoeda que licenciava o seu nome. E a fabricante de refrigerantes Long Island Ice Tea relançou-se como Long Blockchain e obteve resultados semelhantes, mas acabou por ser acusada de enganar os investidores.

 

Mas a magia acabou. Em Agosto, o financiamento através de ofertas iniciais de moedas (ICO, na sigla em inglês), usadas como alternativa às entradas em bolsa pelas empresas no sector de criptomoedas, caiu para o patamar mais baixo em 16 meses, segundo dados da Autonomous Research. A bitcoin, a mais antiga no espaço, perdeu mais da metade do seu valor este ano e é cotada a 6.453 dólares.

 

A pergunta é: os laureados só fornecem o seu nome e a sua reputação, ou estão completamente dentro dos projectos?

 

"Quando me propuseram entrar, passei muito tempo a pensar se eu seria só um enfeite ou se poderia contribuir de facto", disse Roth, numa entrevista por telefone. Roth convenceu-se pelo modo como poderia utilizar as suas habilidades exclusivas para fundamentar o projecto. "Eles estão a adoptar a teoria dos jogos como forma de incentivar a participação."

 

Seriedade

"Foi a seriedade da equipa, e as nossas relações actuais, que nos distinguiu" e permitiu que a empresa conquistasse Roth, disse o CEO da Covee, Marcel Dietsch, ex-aluno da Universidade de Oxford, numa entrevista por telefone. O interesse manifestado por pensadores sérios "demonstra que o sector de blockchain está a crescer", acrescentou.

 

Usando a rede do Ethereum, Dietsch pretende criar um mercado de habilidades que permitirá a formação de equipas ad hoc para projectos empresariais. Um cientista que desenvolveu um novo medicamento, por exemplo, poderia procurar um especialista em regulamentações e alguém com experiência em marketing. Quando o projecto estiver pronto e o remédio chegar ao mercado, poderão desmembrar-se. Dietsch diz que blockchains substituirão a função de intermediação das empresas. Tokens de valor serão utilizados para garantir a participação e resolver o problema da clandestinidade, e contratos inteligentes solucionarão problemas de coordenação.

 

"Porque é que a maior parte da força de trabalho é restringida por intermediários centralizados como corporações centenárias", questionam Dietsch e a sua equipa no white paper da Covee. "‘Trustes’ e organizações tradicionais são limitados em termos de escala."

(Texto original: New Weapon for Blockchain Startups: Nobel Prize-Winning Brains)

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