Banca & Finanças Nova regulação financeira teria amenizado impacto de práticas irregulares no passado

Nova regulação financeira teria amenizado impacto de práticas irregulares no passado

A regulação que transpõe para a legislação portuguesa a nova directiva para os mercados financeiros vai hoje ser discutida na Assembleia da República. E a presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários acredita que as novas regras poderiam ter ajudado a evitar os efeitos negativos que resultaram de práticas irregulares de conduta no passado.
Nova regulação financeira teria amenizado impacto de práticas irregulares no passado
Miguel Baltazar/Negócios
Patrícia Abreu 22 de fevereiro de 2018 às 12:28

"Não se pode afirmar que o que se passou não tinha acontecido, mas teria acontecido com menores impactos", adiantou esta manhã Gabriela Figueiredo Dias, na grande conferência "O futuro dos mercados financeiros", organizada pelo Jornal de Negócios e pela GoBulling.

 

De acordo com a mesma responsável, a DMIF II permite "mostrar com maior clareza onde houve irregularidades". 

À luz da nova legislação, que ainda não foi transposta para a lei portuguesa, os intermediários financeiros terão que definir o mercado-alvo para um determinado produto, o que vai desde logo impedir a comercialização a investidores que não se encaixem no perfil.

 

A presidente da CMVM acrescenta que a nova directiva traz "uma responsabilização acrescida dos intermediários financeiros, mas também dos próprios investidores".




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mais votado “DMIF II à Portuguesa”, o que se pede aos Deputado 22.02.2018

O que se pede é que ajustem esta “DMIF II à Portuguesa”
no desiderato de refletir os interesses dos Cidadãos e do País.
Por um lado, os interesses dos Cidadãos é que possam ter,
relativamente ao sistema financeiro:
1-Confiança na competência do mesmo para:
primeiro proteger e depois fazer crescer eficazmente as poupanças dos clientes,
sem ultrapassar limites específicos de prudência;
2-Confiança no sentido de não serem cobradas comissões
que não tenham a ver com custos efetivamente incorridos,
e com margem de lucro em linha com a praticada na EU.
3-Confiança na honestidade, no sentido de não se abusar da superioridade que tem,
quem cria e vende os produtos, sobre quem os compra,
no tocante à multitude de riscos que sempre afetam qualquer investimento.
Por outro lado, o interesse do País é que os seus Cidadãos sejam melhor premiados pela sua poupança, contribuindo para financiarem um crescimento independente do País,
a criação de postos de trabalho,
a melhoria do nível de vida.

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“DMIF II à Portuguesa”, o que se pede aos Deputado 22.02.2018

O que se pede é que ajustem esta “DMIF II à Portuguesa”
no desiderato de refletir os interesses dos Cidadãos e do País.
Por um lado, os interesses dos Cidadãos é que possam ter,
relativamente ao sistema financeiro:
1-Confiança na competência do mesmo para:
primeiro proteger e depois fazer crescer eficazmente as poupanças dos clientes,
sem ultrapassar limites específicos de prudência;
2-Confiança no sentido de não serem cobradas comissões
que não tenham a ver com custos efetivamente incorridos,
e com margem de lucro em linha com a praticada na EU.
3-Confiança na honestidade, no sentido de não se abusar da superioridade que tem,
quem cria e vende os produtos, sobre quem os compra,
no tocante à multitude de riscos que sempre afetam qualquer investimento.
Por outro lado, o interesse do País é que os seus Cidadãos sejam melhor premiados pela sua poupança, contribuindo para financiarem um crescimento independente do País,
a criação de postos de trabalho,
a melhoria do nível de vida.

Anónimo 22.02.2018

Penso que chegou a hora da justiça chamar à Barra do Tribunal os responsáveis dos Bancos que deram dinheiro sem contrapartidas. Saber o Patrimônio de cada um e comparar com o que deveriam ter se tudo tivesse sido normal. FALO DOS EMPRÉSTIMOS ABUSIVOS.

Votos para responsabilização da CMVM ? (1) 22.02.2018

“A presidente da CMVM acrescenta que a nova directiva traz uma responsabilização acrescida dos intermediários financeiros, mas também dos próprios investidores"

-Regozijo-me com a responsabilização acrescida dos intermediários financeiros
(se de facto se for além da mera proclamação da mesma),
-Aceito o acréscimo da minha responsabilidade como investidor,
embora espere que o objectivo de tal não seja o "de sacudir a água do capote",
de transferir mais responsabilidades para quem,
como o mexilhão quando o mar bate nas rochas, é sempre quem se f...;

Mas será só acréscimos de responsabilidades para todos,
menos para quem tal proclama "urbi et orbi",
menos para a CMVM?
Continuará a mesma a aprovar regulamentos de fundos,
declarando que não se responsabiliza pelo seu conteúdo?

Votos para responsabilização da CMVM ? (2) 22.02.2018

A permitir que:
- as comissões dos fundos sejam fixadas “a olho”,
e não com base no apuramento dos respetivos custos?
- que fundos geridos com a economia de custos de uma gestão passiva
cobrem comissões usuais numa gestão ativa em que os custos podem ser 10 vezes superiores ?
- que sejam comercializados com grande êxito fundos que,
quando os mercados vão bem, apresentam resultados satisfatórios,
mas se os mercados viram, se poderá vir a constatar apresentarem riscos
de que os investidores não terão sido explicitamente informados?
-que subsistam situações não esclarecidas publicamente,
de se pertencer ao quadro de pessoal de um banco comercializador,
e ser-se administrador da respetiva gestora de fundos?

Como contribuinte de uma CMVM que custa aos Investidores
(e aos intermediários através das multas que pagam),
mais de 22 milhões de € por ano, faço respeitosamente votos
para que a CMVM seja a primeira a dar o exemplo,
também, de uma responsabilização acrescida.

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