Tecnologias Novabase dispara mais de 5% depois de venda de activos à Vinci

Novabase dispara mais de 5% depois de venda de activos à Vinci

A empresa vendeu o negócio de infra-estruturas e managed services à Vinci Energies por mais de 38 milhões de euros. A transacção, que levou os títulos a máximos de Maio, está dependente de não oposição da Concorrência.
Novabase dispara mais de 5% depois de venda de activos à Vinci
Bruno Simão/Negócios
Paulo Zacarias Gomes 13 de outubro de 2016 às 08:57
A tecnológica Novabase já esteve esta quinta-feira, 13 de Outubro, a disparar mais de 5% em bolsa depois de anunciar ao mercado a venda do seu negócio de infra-estruturas e managed services aos franceses da Vinci, o mesmo grupo que em Portugal detém a ANA Aeroportos.

Os papéis da empresa valorizam 4,79% para 2,1 euros, em máximos de Maio (mais de quatro meses). No que vai desta sessão já mudaram de mãos 42.471 títulos da companhia, um volume que é seis vezes superior à média diária dos últimos seis meses, que foi de 6.656 acções.

A venda da participação, de acordo com o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), ocorreu esta quarta-feira e representará um encaixe de 38,365 milhões de euros sujeito a ajustamentos.

Passam assim para a esfera da Vinci Energies duas novas sociedades para onde será transferido o negócio Novabase IMS, actualmente desenvolvido pela Novabase Digital TV e Novabase Serviços e que emprega 400 colaboradores.

A operação depende ainda de autorizações, incluindo a não oposição da Autoridade da Concorrência. Além da venda, Vinci e Novabase são parceiras para promover as suas soluções nos mercados onde operam.

A integração do negócio IMS (comprado à General Electric) aumentou de 33 para 104 milhões de euros o volume de negócios entre 2003 (altura da compra) e 2015.

"Este é mais um passo no reposicionamento que temos vindo a fazer nos últimos anos, permitindo-nos acelerar a internacionalização com meios reforçados," afirma o presidente da Novabase, Luís Paulo Salvado (na foto).

Já Julio de Almeida, responsável da Vinci Energies nesta região da Europa, defende que a compra "é a oportunidade para ampliar a nossa cobertura geográfica de forma sustentada na Europa e em África, bem como reforçar o portfólio de soluções da Axians," a marca da Vinci Energies para as tecnologias de informação e comunicação.

A Axians factura 1.700 milhões de euros em 15 países e emprega 8.000 pessoas.

De acordo com o site da Vinci Energies, a empresa chegou a Portugal em 2005 através da Sotécnica e de três empresas participadas: Sotubar, Actemium e Teclux.



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