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Novas licenças só terão impacto nas vendas da JM em 2006

O impacto nas vendas da Jerónimo Martins resultante das 14 novas licenças que obteve no âmbito da lei do licenciamento comercial, dificilmente se verificará este ano, disse o presidente executivo da JM, Luís Palha, acrescentando que os custos das licenças

Ricardo Domingos rdomingos1@gmail.com 20 de Junho de 2005 às 16:22
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O impacto nas vendas da Jerónimo Martins resultante das 14 novas licenças que obteve no âmbito da lei do licenciamento comercial, dificilmente se verificará este ano, disse o presidente executivo da JM, Luís Palha, acrescentando que os custos das licenças são dissuasores do investimento.

A segunda maior distribuidora nacional garantiu 14 novas licenças para a abertura de sete unidades dos hipermercados Feira Nova e outras sete para a abertura de cinco lojas e a remodelação de duas da cadeia de supermercados Pingo Doce, na primeira fase de atribuição de licenças efectuado pelo Governo às empresas do sector. No total foram atribuídas 100 licenças.

As licenças adquiridas pela JM fazem parte de um plano de investimento de 450 milhões de euros nos próximos três anos, dos quais 270 milhões de euros serão canalizados para Portugal, com o objectivo de abrir 25 lojas Feira Nova, cinco Pingo Doce, duas lojas Recheio, mais duas plataformas «food service». A Polónia será contemplada com 60 milhões de euros por ano até 2007, para a abertura entre 60 a 80 lojas por ano da Biedronka e a remodelação entre 50 a 60 unidades daquela rede, por ano.

«O impacto nas vendas [com as novas licenças] não será muito significativo no final de 2005» porque o processo é lento e burocrático, afirmou Luís Palha, à margem da conferência do BPI em Madrid, «Iberian Small & Mid Caps».

JM diz custo das licenças é um insulto ao investidor

O presidente executivo Luís Palha lamentou a complexidade e a morosidade do processo de atribuição de licenças em Portugal, ressalvando, no entanto, que mesmo assim, «sempre é melhor que congelar» a atribuição das novas licenças.

De acordo com a nova lei, o custo de cada licença ascende em média aos 100 mil euros, um valor que Luís Palha considera demasiado elevado. O preço a pagar «é um insulto ao investidor» afirmou o CEO da Jerónimo, acrescentando que, numa situação destas, «temos que fazer o acto de contrição antes de pecar».

Na apresentação efectuada junto de investidores, Luís Palha reiterou a ideia que Portugal, com este tipo de mecanismos, coloca entraves ao investimento.

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