Banca & Finanças Novo Banco e Banif já custaram 321 milhões ao Fundo de Resolução

Novo Banco e Banif já custaram 321 milhões ao Fundo de Resolução

O Fundo de Resolução já desembolsou 321 milhões relativos aos custos de financiamento das intervenções no Novo Banco e no Banif. A maior parte deste valor destinou-se ao Estado, que arrecadou 275 milhões em juros e comissões.
Novo Banco e Banif já custaram 321 milhões ao Fundo de Resolução
Bruno Simão
Maria João Gago 21 de março de 2017 às 13:35

As intervenções no Novo Banco e no Banif já custaram 321 milhões de euros ao Fundo de Resolução, de acordo com a informação disponibilizada por este mecanismo, a propósito do alargamento para 2046 do prazo de reembolso dos empréstimos obtidos junto do Estado e da banca para financiar a resolução daquelas duas instituições.

 

Os 321 milhões já pagos pelo Fundo de Resolução dizem respeito aos encargos financeiros já assumidos. A maior parte deste valor, 316 milhões, diz respeito aos juros dos empréstimos obtidos junto do Estado e de um conjunto de bancos que permitiram financiar as intervenções naquelas instituições. Os restantes cinco milhões referem-se à comissão de contra-garantia prestada a uma emissão de obrigações da Oitante, o veículo que ficou com activos do Banif.

 

Do valor já pago pelo Fundo de Resolução, 275 milhões destinaram-se ao Estado. Além dos cinco milhões da comissão de contra-garantia, o Tesouro arrecadou 270 milhões em juros: 264 relativos ao crédito de 3.900 milhões para injectar no Novo Banco e seis milhões decorrentes do empréstimo de 489 milhões destinado a financiar a resolução do Banif.

 

Já os seis bancos que emprestaram 700 milhões ao Fundo de Resolução no âmbito da intervenção no Novo Banco – CGD, BCP, BPI, Santander Totta, Caixa Económica Montepio Geral, Banco Popular, Banco BIC e Caixa Central do Crédito Agrícola Mútuo – receberam já um total de 46 milhões em juros.

 

Além dos encargos financeiros associados aos empréstimos, o Fundo de Resolução já despendeu 136 milhões de euros a reembolsar parte do empréstimo estatal que financiou a intervenção no Banif, permitindo que o valor em dívida baixasse de 489 milhões para 353 milhões.




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