Transportes Novo sistema de navegação aérea será escolhido até fim de Março

Novo sistema de navegação aérea será escolhido até fim de Março

O ministro do Planeamento diz que o conselho de administração, que passou a ser liderado por Ponce de Leão, está a avaliar a decisão técnica para o nosso sistema e que em breve será tomada a decisão de escolha de um dos consórcios.
Novo sistema de navegação aérea será escolhido até fim de Março
Miguel Baltazar
Maria João Babo 07 de fevereiro de 2018 às 13:05

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, voltou a garantir que o novo sistema de navegação aérea será escolhido durante o primeiro trimestre deste ano.

 

Na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, o governante reconheceu esta quarta-feira, 7 de Fevereiro, que "a decisão é urgente" e "é urgente há vários anos", lembrando que o processo de escolha já "leva 20 anos".

 

De acordo com Pedro Marques, nomeada a presidência do conselho de administração da NAV – Navegação Aérea no mês passado, a cargo de Jorge Ponce de Leão, "estaremos em breve em condições de tomar a decisão relativamente a um dos consórcios".  "A decisão técnica esta a ser avaliada pelo conselho de administração", acrescentou.

 

Ainda em Janeiro no Parlamento o ministro do Planeamento já tinha adiantado estar prevista uma decisão no primeiro trimestre.

 

O presidente da direcção do Sindicato dos Controladores do Tráfego Aéreo (SCTA), Carlos Valdrez, tem vindo a alertar para a necessidade emergente da aquisição do novo sistema de controlo de tráfego aéreo, considerando esta uma altura "vital para o futuro da NAV e do país" e com a economia a crescer baseada no turismo, que "dependente enormemente do transporte aéreo".

 

Segundo disse, este investimento torna-se mais urgente porque Lisboa já compreende um tráfego aéreo que era apenas esperado para 2025. E que os últimos quatro anos mostraram um crescimento "na ordem dos 39%", o que leva a uma "pressão enorme em termos do sistema e o tem deixado no limite".

 

O responsável sindical disse ainda que "tem havido falhas técnicas significativas. Este ano houve quatro, o que tem resultado em atrasos. A segurança não está em causa, mas os atrasos reflectem as dificuldades".

 

O custo referido para o novo sistema tem sido da ordem dos 30 a 40 milhões de euros.