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Novo Banco: depósitos de clientes estabilizaram

Os depósitos do banco que sucedeu ao Banco Espírito Santo estabilizaram num valor próximo dos 25 mil milhões de euros, no final do primeiro semestre do ano.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 31 de Julho de 2016 às 19:25
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Após a forte queda registada entre 31 de Dezembro de 2015 e 31 de Março de 2016 (cerca de 2,2 mil milhões de euros), os depósitos no Novo Banco estabilizaram no segundo trimestre desde ano perto dos 25 mil milhões de euros - ainda assim registou-se uma ligeira diminuição de 25.145 mil no final de Março de 2016 para 25.061 mil euros no final de Junho de 2016.

A queda registada no segundo trimestre de 2016, explica o banco em comunicado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, deve-se à "diminuição dos depósitos de grandes empresas e institucionais influenciada pela política de redução de preço que tornou a oferta neste segmento menos competitiva e pelas repercussões da retransmissão de cinco emissões seniores para o perímetro do BES".

O Novo Banco destaca no mesmo comunicado que, por outro lado, os depósitos de particulares aumentaram em 500 milhões de euros.

Já no que diz respeito à solidez, o banco fechou o primeiro semestre de 2016 com um rácio common equity tier 1 (CET1) phased-in de 12%. Em Dezembro de 2015 o mesmo rácio estava nos 13,5%. "Esta variação é resultado, do lado dos activos ponderados pelo risco, da continuação do esforço de 'deleverage' e, do lado dos fundos próprios, dos resultados negativos e do efeito da alteração de ano no regime transitório".

O Novo Banco divulgou este domingo, 31 de Julho, que os prejuízos agravaram-se para 362,6 milhões de euros no primeiro semestre do ano. No mesmo período de 2015 o banco tinha registado um resultado líquido negativo de 251,9 milhões de euros.

Segundo o comunicado de hoje, nos primeiros seis meses deste ano, o banco foi penalizado por uma provisão de 109,6 milhões de euros para custos de reestruturação. As provisões do banco totalizaram, assim, 576,7 milhões de euros, mais 305,1 milhões face ao mesmo período de 2015. 

António Ramalho inicia funções esta segunda-feira
A partir desta segunda-feira, 1 de Agosto, o Novo Banco passa a ser liderado por António Ramalho, até aqui presidente do Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal.

A ida de Ramalho para o Novo Banco foi confirmada a 12 de Julho pelo Banco de Portugal, mas o Negócios já tinha avançado no final de Junho que o Banco de Portugal, a quem cabe a nomeação do presidente do Novo Banco, tinha consultado o Governo sobre a escolha de António Ramalho para liderar a instituição financeira.

"O Banco de Portugal nomeou, sob proposta do Fundo de Resolução, na qualidade de único accionista do Novo Banco, S.A., o Dr. António Manuel Palma Ramalho para o cargo de Presidente do Conselho de Administração do Novo Banco", confirmou a 12 de Julho a instituição liderada por Carlos Costa.

Eduardo Stock da Cunha regressa ao Lloyds de António Horta Osório para liderar a área de aquisições, banco de onde é quadro e de onde saiu em comissão de serviço. Foi em Setembro de 2014 que o gestor ocupou o lugar de Vítor Bento, que saiu em discordância com a estratégia do governador Carlos Costa para o Banco de Portugal.

Stock da Cunha não será o único a sair do Novo Banco. José João Guilherme também vai deixar a administração da instituição financeira criada como herdeira do Banco Espírito Santo.

Com a saída dos dois administradores, no conselho do Novo Banco ficam, para já, Jorge Freire Cardoso, Vítor Fernandes, Francisco Vieira da Cruz e Francisco Cary, este último com o pelouro financeiro.

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