Banca & Finanças Novo Banco reduz 1.000 trabalhadores e corta 150 milhões de custos

Novo Banco reduz 1.000 trabalhadores e corta 150 milhões de custos

O Novo Banco vai reduzir 1.000 trabalhadores, 500 dos quais por pré-reforma, e cortar 150 milhões de euros em custos, revelou a gestão aos trabalhadores. Stock da Cunha garante a “viabilidade económica” do banco e alerta para “a inevitabilidade de redução de colaboradores”.
Novo Banco reduz 1.000 trabalhadores e corta 150 milhões de custos
Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Gago 25 de fevereiro de 2016 às 19:03

O Novo Banco está obrigado a reduzir o seu quadro de pessoal em cerca de 1.000 trabalhadores este ano e a cortar os seus custos operacionais em 150 milhões de euros, de acordo com os compromissos que constam do plano de reestruturação submetido à Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia (DGComp), revela a administração do banco em comunicado enviado aos trabalhadores esta quinta-feira, 25 de Fevereiro, e a que o Negócios teve acesso.

O comunicado não faz qualquer referência a um despedimento colectivo, opção que, segundo a comissão de trabalhadores (CT), está em cima da mesa para reduzir o quadro de pessoal em 500 trabalhadores e que a CT diz ser inaceitável.

 

"O esforço que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos meses, nomeadamente por via de reformas antecipadas, irá permitir limitar o esforço de redução de colaboradores ainda por concretizar para um número não superior a 500", sublinha a administração do Novo Banco aos seus quadros.

 

A equipa liderada por Eduardo Stock da Cunha adianta ainda que "prosseguirá agora, num trabalho conjunto com as estruturas representantes dos trabalhadores, com vista a definir as vias mais adequadas para alcançar a redução total imposta pelas autoridades no prazo que permita atingir a redução de custos operacionais, igualmente exigida, de 150 milhões de euros em 2016".

 

Nas reuniões realizadas esta quinta-feira com a comissão de trabalhadores e os sindicatos, a equipa liderada por Eduardo Stock da Cunha reafirmou "a convicção quanto à viabilidade económica do grupo, mas foi também apresentada a inevitabilidade de redução de colaboradores". 




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