Banca & Finanças Novo Banco terá de eliminar mais 500 postos de trabalho se não for vendido

Novo Banco terá de eliminar mais 500 postos de trabalho se não for vendido

O Novo Banco terá de reduzir mais 500 trabalhadores no primeiro semestre do próximo ano, no caso de a instituição manter as ajudas de Estado. A informação foi dada por António Ramalho no Parlamento. Este ano já saíram 1.253 pessoas, além da meta inicial.
Novo Banco terá de eliminar mais 500 postos de trabalho se não for vendido
Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Gago 19 de outubro de 2016 às 10:03
O Novo Banco comprometeu-se perante Bruxelas a reduzir mais 500 postos de trabalho até ao final de Junho de 2017, no caso de manter as ajudas de Estado, ou seja, no caso de não ser vendido, confirmou António Ramalho, presidente da instituição, na comissão parlamentar de Trabalho.

Segundo o banqueiro, o Novo Banco estará ainda obrigado a reduzir a sua rede de balcões para 475 agências até ao final do primeiro semestre do próximo ano se se mantiverem as ajudas estatais.

Em termos de custos, terá de haver um reforço do esforço a que estava obrigado este ano e que impunha o corte de 150 milhões de euros nos encargos operacionais. Se não for vendido, as poupanças terão de aumentar em mais 80 milhões de euros para um total de 230 milhões.

Também a diminuição da dimensão do "site bank", que concentra as áreas de negócio não estratégicas e as operações a alienar, terá de ser ainda mais acentuada. Até ao final do ano, este o valor destes activos terá de ficar em 9.000 milhões. Caso o banco não seja vendido, a redução terá de ir até aos 7.400 milhões até ao final de Junho.

Redução de 2016 além do objectivo

Relativamente aos compromissos a que estava obrigado este ano, Ramalho assegurou que "o plano de reestruturação está cumprido". De acordo com os dados do líder do Novo Banco, já saíram 1.253 pessoas, quando a meta era de 1.000 trabalhadores.

"Está definitivamente executado o plano para 2016. Estamos a contar com a venda de activos não 'core'" para o esforço de redução de pessoal. Estas alienações deverão assegurar a saída de "219 pessoas nas operações a vender", revelou Ramalho.

Como o objectivo para este ano já foi ultrapassado, "não há nenhuma pressão neste momento para uma redução adicional de pessoas até ao final do ano. Até porque a actividade normal, com saídas naturais, vai levar à redução adicional de 40 a 50 pessoas até ao final do ano", garantiu o banqueiro.

"Mesmo para o objectivo das 1.500 pessoas [que terá de ser cumprido se o banco não for vendido até ao final deste ano] tal não representaria nenhum esforço adicional e decorreria do funcionamento normal da instituição", sublinhou. 



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