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Novo Banco vende mais um activo: desta vez foi a posição na Contact

A participação que o Novo Banco tinha na Contact foi vendida aos franceses da Armatis. O preço não foi divulgado e o impacto é nulo para os rácios do banco.

Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 10 de Outubro de 2016 às 18:58
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O Novo Banco desfez-se de mais um activo. Agora, foi a posição accionista que tinha na Contact, empresa que presta serviços de "call center" e que pertencia ao antigo Grupo Espírito Santo.

 

"O Novo Banco S.A. informa que a sua participada ES Tech Ventures, SGPS, S.A. alienou a sua participação accionista de 41,66% na E.S. Contact Center – Gestão de Call Centers S.A., à Armatis - LC Ibéria, S.A., uma entidade com sede em Portugal", assinala um comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

O valor não é revelado no comunicado. Embora se desfaça do activo, não há impacto nos rácios da instituição financeira: "A conclusão da transacção, nos termos ora acordados, tem um impacto neutral no rácio de capital Common Equity Tier I do Novo Banco". Este rácio mede o peso dos fundos próprios sobre os activos ponderados pelo risco, que mostra a solidez do seu capital.

 

"Esta transacção representa mais um importante passo no processo de desinvestimento de activos não estratégicos do Novo Banco, prosseguindo este a sua estratégia de foco no negócio bancário", continua o comunicado do banco comandado por António Ramalho.

 

Na página na rede social do LinkedIn, a empresa assumia já, há dias, a operação: "É com muito orgulho que anunciamos que a Contact foi adquirida pelo grupo multinacional francês Armatis-LC, consolidando assim o seu posicionamento como principal fornecedor de serviços de contact center em Portugal".

 

A ES Contact Center – a partir de 2006 a marca ficou apenas reduzida a Contact – foi uma empresa criada no Grupo Espírito Santo em 2000. E é mais um dos activos não estratégicos que o Novo Banco, que herdou os activos e passivos considerados saudáveis do BES a 3 de Agosto de 2014 no âmbito da resolução aplicada pelo Banco de Portugal, vendeu para se centrar no negócio bancário.


Ainda há dias, a 30 de Setembro, a instituição financeira – que já teve como presidentes Vítor Bento e Eduardo Stock da Cunha – revelou a venda da posição na empresa de estacionamento Empark. Aí, soube-se que a alienação foi feita por 69 milhões de euros, tendo havido um impacto positivo nos rácios de capital.

 

Em Agosto, houve dois exemplos: a participação nos fundos tecnológicos e capital de risco e do Novo Banco da Ásia.

 

O banco segue uma estratégia seguida por outros congéneres, tanto em Portugal como no resto do mundo. Depois de se terem expandido para geografias e sectores não centrais para o negócio bancário, a crise em Portugal obrigou os bancos a emagrecer e a regressar à actividade tradicional de concessão de crédito e captação de depósitos. O que aconteceu com o Novo Banco.

 

Neste momento, o herdeiro do BES está ele próprio em venda num concurso que está a ser feito seguindo duas vias paralelas: a venda directa, onde há quatro compradores interessados (BCP, BPI, Loan Star, Centerbridge/Apollo), a venda em mercado, em que o grupo chinês Minsheng tem sido o principal nome referido.

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