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Nuno Artur Silva sai da RTP e Gonçalo Reis reconduzido na presidência até 2020

Dos actuais três membros da administração da RTP, apenas Gonçalo Reis será reconduzido na liderança do operador público.

Gonçalo Reis, que já tinha sido administrador da RTP entre 2002 e 2007, passou em 2015, por escolha do anterior Governo, a liderar a televisão pública, num conselho de administração que integra também Nuno Artur Silva (responsável pelo pelouro dos conteúdos) e Cristina Vaz Tomé (pelouro financeiro). A RTP é hoje uma empresa pacificada e com melhores resultados.
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 25 de Janeiro de 2018 às 17:26
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O Conselho Geral Independente da RTP não convidou Nuno Artur Silva nem Cristina Vaz Tomé para continuarem na administração do canal público. Gonçalo Reis, actual presidente da RTP, vai renovar o mandato à frente da empresa por mais três anos, como o Negócios tinha noticiado.

"O CGI da RTP, na sua primeira reunião com todos os membros em plenitude de funções, decidiu comunicar ao Governo, na pessoa do senhor ministro da Cultura, a sua decisão de convidar Gonçalo Reis a apresentar um Projecto Estratégico para a RTP, para o triénio de 2018-2020", informou o órgão que supervisiona a administração da estação pública.

Como o Expresso noticiou, a decisão do CGI de não convidar Nuno Artur Silva, que tinha o pelouro do dos conteúdos, para ser reconduzido foi anunciada esta quinta-feira, 25 de Janeiro.

O CGI justifica a não renovação do mandato de Nuno Artur Silva com o facto de ser "incompatível com a irresolução do conflito de interesses entre a sua posição na empresa e os seus interesses patrimoniais privados, cuja manutenção não é aceitável".

Porém, sublinha que "no âmbito das suas funções de supervisão e fiscalização", não "verificou que isso tenha sido lesivo da empresa, no decurso do seu mandato".

Quando Nuno Artur Silva tomou posse na RTP, abdicou de todos os cargos que tinha na empresa Produções Fictícias e no Canal Q. Porém, continuou a deter as participações nas mesmas, o que gerou críticas de eventuais favorecimentos de conteúdos desenvolvidos pela Produções fictícias, bem como de colaboradores da produtora.

Cristina Vaz Tomé, que tinha o pelouro financeiro, também estará assim de saída do conselho de administração da RTP. Sobre a gestora, o CGI aproveita para agradecer a "gestão empresarial eficiente, que se saldou pelo equilíbrio das contas e pela estabilização financeira, ao longo dos três anos de mandato".

O CGI informou ainda que "está a ultimar" as "Linhas de Orientação Estratégica", plano que será elaborado através da realização "de reuniões com um conjunto alargado de responsáveis da empresa".



(Notícia actualizada com mais informações às 17:47)

 

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