Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Nuno Amado diz que é importante reduzir juro face a Alemanha mas também a Espanha

“Devíamos ter taxas de juro mais sustentáveis”, declarou o presidente do BCP, Nuno Amado, referindo que as melhorias sentidas nas condições do mercado serão “automaticamente transferidas para o custo da dívida das empresas”.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2014 às 18:59
  • Partilhar artigo
  • 8
  • ...

O presidente do Banco Comercial Português, Nuno Amado, reforçou esta terça-feira, 18 de Fevereiro, que é essencial que Portugal continue a sua trajectória de diminuição das taxas de juro associadas à dívida soberana. “Devíamos ter taxas juro mais sustentáveis”.

 

“É uma questão central que a taxa de juro siga a actual tendência, não apenas em relação à Alemanha mas também a Espanha”, comentou o presidente executivo do BCP, na “The Lisbon Summit”, conferência realizada pela “The Economist”, que teve lugar em Cascais esta terça-feira, 18 de Fevereiro.

 

A taxa de juro de referência no mercado secundário é a que os investidores pedem para negociar títulos de dívida a dez anos. No caso português, a taxa de juro implícita fixou-se hoje em 4,82%, ou seja, é esta a rendibilidade que exigem para comprar dívida nacional no mercado secundário. Já no se refere à Alemanha, a taxa de juro no mesmo prazo é de 1,67%.

 

A diferença entre as duas taxas mostra o risco da dívida portuguesa, ou seja, quanto é que um investidor está disposto a receber para comprar títulos portugueses em vez de alemães (os que são considerados mais seguros). Quanto menor a diferença, menor o risco associado. Este risco tem estado, em Portugal, em mínimos desde o final de 2010, tendo-se hoje situado pouco acima dos 300 pontos base (3 pontos percentuais). 

 

Mas Nuno Amado refere que também é importante que se estreite a diferença entre Portugal e Espanha, um outro país periférico da Zona Euro e que, por isso, poderá acabar por competir por investidores. A taxa de rendibilidade associada à dívida espanhola é de 3,52%, mais de 100 pontos base abaixo da “yield” portuguesa.

 

O risco soberano será, assim, essencial, para determinar as condições de mercado de financiamento da banca e das próprias empresas. Isto porque as melhorias sentidas no mercado soberano serão “automaticamente transferidas para o custo da dívida das empresas”, frisou Nuno Amado.

Ver comentários
Saber mais juros yields Nuno Amado BCP
Outras Notícias