Banca & Finanças O ano da queda do Popular foi com perdas de 13,6 mil milhões de euros

O ano da queda do Popular foi com perdas de 13,6 mil milhões de euros

São os segundos piores prejuízos de sempre na história empresarial espanhola, depois do Bankia. A limpeza do balanço do Banco Popular levou a um resultado líquido negativo de 13,6 mil milhões.
O ano da queda do Popular foi com perdas de 13,6 mil milhões de euros
DR
Diogo Cavaleiro 16 de fevereiro de 2018 às 19:26

O espanhol Banco Popular obteve prejuízos de 13,6 mil milhões de euros em 2017, segundo anunciou a instituição financeira ao regulador do mercado de capitais espanhol. O banco pertence, desde Junho, ao Santander, depois da compra por 1 euro no âmbito da medida de resolução.

 

As perdas de 13,6 mil milhões de euros comparam com os resultados líquidos negativos de 3,3 mil milhões de euros do ano anterior.  

 

Segundo o El País, o Popular apresentou os segundos maiores prejuízos da história empresarial espanhola. Só a também instituição financeira Bankia o superou, quando teve perdas de 19 mil milhões em 2012.

 

A justificação para este resultado deve-se, sobretudo, à limpeza de balanço, em grande medida de activos imobiliários. Ou seja, foram prejuízos que estavam já contrabalançados por reservas aquando da operação decidida pela autoridade de resolução europeia.

 

Este é, portanto, um valor já antecipado na operação que causou perdas a accionistas e a detentores de dívida do Popular.

Prejuízos de 37 milhões

 

Desde que pertence ao grupo liderado por Ana Botín, 7 de Junho, o Popular gerou perdas de 37 milhões de euros, que o banco justifica, no relatório e contas, com "custos de integração, que ascendem a 300 milhões". Segundo o banco, sem estes encargos com a integração, teria havido lucros. 

 

De qualquer forma, o grupo Santander obteve um resultado líquido de 6,6 mil milhões de euros, um crescimento de 7% em relação ao anterior. Em Portugal, o Santander Totta, que acabou por integrar o Popular Portugal, teve lucros de 436 milhões.




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentários mais recentes
António 17.02.2018

Mais um que os contribuintes são os culpados. O dinheiro ardeu? Muitos gestores, administradores encheram os bolsos o resto é por conta dos contribuintes tal como em Portugal.

pub