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O caminho de Lisboa para ser Sillicon Valley passa pela Rua da Prata

Na Rua da Prata, há uma incubadora de empresas em fase inicial, as chamadas “start-up”. “Tudo o que precisamos agora é que uma história de sucesso seja levada a sério”. António Costa acredita que o paradigma da cidade está a mudar. A Bloomberg escreve hoje um artigo sobre Lisboa, que aposta na tecnologia “ao estilo de São Francisco”.

Negócios 06 de Junho de 2013 às 12:42
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“Acredito que podemos ser a próxima Google”. Domingos Bruges é co-fundador da tecnológica Muzzley, que tem clientes como a Intel, Volkswagen e Portugal Telecom. Desenvolve aplicações que permitem controlar a televisão e outros aparelhos domésticos através de telemóveis inteligentes (“smartphones”).

 

Contudo, por enquanto, há uma grande diferença entre a Muzzley e a Google. Um engenheiro de “software” da primeira ganha, em média, um salário base anual de 45,3 mil euros. Na gigante norte-americana, o salário supera os 98 mil euros (128 mil dólares) por ano.

 

A Muzzley, com um escritório na Califórnia, tem sede na Rua da Prata, n.º 80. É uma das ocupantes da Startup Lisboa, incubadora de empresas em Lisboa, criada no ano passado.

 

“Tudo o que precisamos agora é que uma história de sucesso seja levada a sério”, diz o presidente da Startup Lisboa, João Vasconcelos. A Muzzley poderá, segundo o próprio, esse caso.

 

A história da empresa portuguesa é contada esta quinta-feira, 6 de Junho, num artigo da agência de informação financeira Bloomberg. “O coração de Lisboa está na incubação tecnológica ao estilo de São Francisco”. É o título da peça assinada pelo jornalista Henrique Almeida.


O presidente da Câmara Municipal de Lisboa considera que se está a criar um “novo paradigma para a cidade”. “Abrimos a nossa primeira incubadora na baixa da cidade no ano passado. Todos disseram que era uma idiotice. Acabámos por ter 600 candidatadas para 60 vagas”, conta António Costa, que tem um mapa digital de um ecossistema de “startups” em Lisboa com a intenção de se construírem sete incubadoras.

 

A capital não está sozinha. Outras cidades europeias – a Bloomberg fala em Helsínquia, Londres e Berlim – também querem recriar o espaço de fomento empresarial tecnológico de São Francisco no Velho Continente. O baixo custo relativo é o destaque, seja para António Costa seja para Domingos Bruges.

 

Para ajudar a que o embrião cresça está o capital de risco. A Portugal Ventures, operadora pública de capital de risco, pretende quadruplicar o investimento em “startups” em 2012 para 20 milhões de euros. José Franca, o presidente, afirma que tem sob gestão 600 milhões de euros. A Bloomberg faz uma comparação: as companhias de capital de risco em São Francisco investem esse valor numa só empresa, que, muitas vezes, pode ter outras firmas sob a sua alçada.

 

António Costa admite que não existe capital suficiente para financiar todas as empresas que o queiram obter. “O que temos é um grande território e muitos escritórios vazios para as empresas”.

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